A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, marcou mais do que o fim da campanha do Brasil no torneio. O jogo também foi palco da despedida oficial de Galvão Bueno das narrações de Copas do Mundo. Aos 75 anos, o locutor mais icônico do futebol brasileiro confirmou que não estará atrás dos microfones na próxima edição do torneio, em 2030.
Emocionado logo após o apito final da derrota por 2 a 1 no MetLife Stadium, Galvão fez um desabafo sincero sobre o fim de um ciclo de 14 participações consecutivas em Mundiais. “Neste momento, para mim, é uma dor muito grande, porque eu já disse que seria a última Copa do Mundo a narrar”, afirmou o profissional, que completará 76 anos ainda em julho.
Decisão pela aposentadoria
O narrador disse que a decisão de se aposentar dos microfones vem de sua idade. “Não é para se pensar em narrar outra Copa do Mundo com 80 anos de idade. Não sei se estarei aqui, se estarei bem”, desabafou.
Apesar de deixar a narração, Galvão Bueno não descarta totalmente uma presença na mídia durante a Copa de 2030. Em entrevistas recentes, ele sinalizou que, se tiver condições de saúde, poderá atuar em funções menos exaustivas, como apresentador de programas ou gravando comentários diários, mas deixou claro que a maratona de narração ao vivo não será mais possível.
Legado
Galvão deixa o posto como um dos comentaristas esportivos com currículo mais robusto da história do esporte brasileiro. São 149 jogos narrados em Copas do Mundo, incluindo 57 partidas da Seleção Brasileira, um recorde absoluto chancelado pelo Guinness World Records.
Sua última transmissão pelo Brasil foi marcada pela frustração do resultado, mas também pela gratidão à equipe do SBT e aos torcedores que o acompanharam durante décadas. “O coração está sofrido, as lágrimas querem vir, mas o futebol é assim”, concluiu, encerrando uma era na televisão brasileira.




