Sony anunciou o fim dos discos físicos para seus consoles, mas no mesmo dia um engenheiro de segurança se aproveitou da situação. usou inteligência artificial para criar uma plataforma completa de desenvolvimento de jogos para o PlayStation 1, console lançado em 1994.
Manny criou a ferramenta, chamada PSoXide, e a publicou no Reddit, com o código está disponível no GitHub.
A IA usada foi o Claude, da Anthropic, o desenvolvedor utilizou o modelo para auxiliar na escrita do código da plataforma, desenvolvida em linguagem Rust.
O PSoXide reúne um motor gráfico, um editor de níveis e ferramentas para compilar arquivos de disco no formato ISO original do PS1, compatível com o hardware da época. Ou seja, quem criar um jogo pela plataforma pode gravá-lo em disco e rodá-lo num PS1 de verdade.
A motivação para o projeto foi a dificuldade das ferramentas tradicionais de desenvolvimento para PS1, que em geral são baseadas em C++ e impõem barreiras técnicas elevadas a quem quer criar jogos para hardware retro, com o PSoXide, o processo se torna mais acessível.
O projeto atual
Manny agora trabalha num jogo original em 3D, com estética e mecânica inspiradas no gênero souls-like, desenvolvido inteiramente no ambiente que ele mesmo criou. O uso da IA não foi para criar o jogo em si, mas para acelerar a construção da infraestrutura técnica que permite desenvolvê-lo.
Um contraponto ao fim do disco
A coincidência de datas não passou despercebida entre entusiastas de games. Enquanto a Sony encerra a era do disco físico com previsão para 2028, um desenvolvedor recorre a IA para reviver o formato no console que popularizou o CD como mídia para jogos.
O PS1 foi o primeiro console da Sony e introduziu muitos jogadores a títulos que definiram a indústria, como Final Fantasy VII, Metal Gear Solid e Resident Evil.




