Luciano Hang, dono da Havan, embarca para Assunção, capital do Paraguai para expandir a marca internacionalmente. O sulista se reunirá com o presidente do país, Santiago Peña, e visitas a fornecedores que já operam em território paraguaio.
Hang permanece no Paraguai até 1º de julho e o objetivo é avaliar se o modelo Havan de megalojas tem viabilidade fora do território nacional.
“Eu nunca pensei em sair do Brasil como empresa. Nunca pensei em montar uma loja em outro país. Mas recebi uma ligação de um amigo que tem lojas no Uruguai e ele disse que eu precisava conhecer o país. Confesso que nunca tinha pensado nisso, mas agora vou analisar”, disse Hang em entrevista à imprensa.
Por que o Paraguai
A atratividade fiscal do Paraguai é o argumento central. Pelo regime da Lei de Maquila, empresas que produzem no país pagam carga tributária total de cerca de 12%, contra 40% a 46% no Brasil.
O Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai confirma que 69% das empresas com programas de maquila ativos são de origem brasileira. Entre as que já operam lá estão Lupo e Döhler.
Parte dos fornecedores da própria Havan já migrou para o Paraguai nos últimos anos. Para Hang, a proximidade é um facilitador. “Meus fornecedores já estão lá, meus amigos já estão morando lá. Eu não posso ser o último empresário a apagar a luz”, afirmou.
Uma rede em expansão
Atualmente, a Havan conta com mais de 190 megalojas em 23 estados e no Distrito Federal. Em 2025, registrou faturamento recorde de R$ 18,5 bilhões, crescimento acima de 16% em relação ao ano anterior.
A meta para 2026 é chegar a 200 unidades, 25 mil colaboradores e R$ 22 bilhões em receita.
Apesar do interesse no Paraguai, Hang afirma que o foco principal segue sendo o mercado brasileiro. “O Brasil é um continente. Tenho certeza de que cabem 300 ou 400 lojas da Havan aqui dentro”, disse.
Nenhuma decisão formal de abertura de lojas no exterior foi anunciada. O resultado da viagem desta semana vai definir os próximos passos.




