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Cientistas encontraram um “interruptor” no cérebro que pode desligar a dor

Por Milena Armando
14/10/2025
Em Geral
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Cientistas encontraram um “interruptor” no cérebro que pode desligar a dor

Foto: Fapesp

Pesquisadores da Universidade Duke, nos Estados Unidos, identificaram uma área no cérebro de ratos capaz de modificar a sensação de dor. 

Liderado por Fan Wang, o estudo revelou que a amígdala, conhecida por seu envolvimento em emoções e ansiedade, também pode desempenhar um papel no alívio da dor. Essa descoberta pode influenciar futuros tratamentos para dor crônica em humanos.

A pesquisa concentrou-se em uma região específica da amígdala, onde neurônios, denominados de forma geral, foram ativados para inibir a dor. Quando estimulados, esses neurônios interromperam imediata e abruptamente os comportamentos indicativos de dor nos ratos. 

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Este achado oferece uma nova perspectiva sobre o controle da dor e apresenta esperança para terapias mais direcionadas.

Mecanismo de ação dos neurônios na amígdala

Os cientistas descobriram que a ativação precisa de certos neurônios na amígdala central inibe a percepção da dor. 

Nos testes, essa ativação levou os ratos a parar imediatamente com comportamentos de dor, como lamber as patas ou tocar o rosto. A simples desativação desses neurônios reverteu o bloqueio, demonstrando um controle considerável sobre a resposta à dor.

A metodologia utilizada para realizar a ativação e desativação dos neurônios destaca a possibilidade de modulação cerebral como um potente mecanismo de alívio da dor. Este enfoque contrasta com os métodos atuais, que geralmente afetam múltiplas áreas sensoriais e emocionais.

Perspectivas futuras para tratamentos da dor

As conclusões do estudo abrem caminhos para o desenvolvimento de medicamentos que possam especificamente ativar esses neurônios, oferecendo alívio da dor sem os efeitos adversos frequentemente associados a anestésicos gerais. 

Existem semelhanças entre a pesquisa da Universidade Duke e abordagens médicas atuais, como a estimulação cerebral profunda (DBS) no tratamento da depressão resistente.

Ambas assumem a modulação cerebral para corrigir disfunções neurológicas. Esse alinhamento sugere um novo paradigma em tratamentos de distúrbios relacionados à dor e humor, focando em áreas cerebrais antes não consideradas para tais fins.

O estudo, embora atualmente limitado a animais, é promissor para futuras aplicações em humanos. Espera-se uma adaptação segura dessas técnicas aos tratamentos clínicos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: amígdalacérebroestudo
Milena Armando

Milena Armando

Jornalista, redatora e revisora.

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