Netanyahu defende governo amplo contra o "islamismo extremista"
Premiê defende formação de uma coalizão ampla sob seu comando após impasse eleitoral em Israel
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quarta-feira, 4, que o Likud é o único partido capaz de liderar um governo contra o "islamismo extremista".
Israel vive um impasse político desde as eleições realizadas no mês passado, quando o bloco de Netanyahu perdeu a maioria no Parlamento.
A oposição também não conseguiu reunir apoio suficiente para formar uma coalizão.
"Mas há um governo que sim pode lidar com esse desafio. Um governo nacional amplo liderado pelo Likud, sob minha liderança, que incluirá todos os componentes do bloco nacional e todos os partidos sionistas que queiram se juntar", disse.
Segundo o premiê, setores da esquerda israelense defendem a formação de um governo de minoria.
"Eles preferem seu interesse político ao interesse nacional. E vocês sabem, e vocês concordam também com outra coisa. É essencial chegar à verdade. Há suspeitas graves de envolvimento de países estrangeiros com quantias enormes de dinheiro para influenciar os resultados das eleições no Estado de Israel."
Impasse
Com a apuração das eleições, o bloco liderado por Netanyahu soma 53 assentos no Parlamento
Já o grupo de oposição, liderado por Gadi Eisenkot, tem 48.
Nenhum dos dois alcançou os 61 assentos necessários para garantir maioria no Knesset, que tem 120 cadeiras.
Os partidos árabes, Joint List e Ra'am, conquistaram juntos 19 assentos, um resultado histórico que pode ampliar seu peso nas negociações para a formação do próximo governo.
Esse grupo historicamente desconfiava do seu peso nas eleições israelenses.
Muitos dos árabes não votavam.
No entanto, ainda não há uma aliança consolidada entre as legendas árabes e o bloco de oposição.
Eisenkot também enfrenta obstáculos para formar uma coalizão sem o apoio desses partidos.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, deverá consultar as bancadas parlamentares antes de indicar quem terá a oportunidade de tentar formar o próximo governo.=
Leia também: O que saber sobre as eleições de Israel nesta terça-feira
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)