Trump repete derrota de George W. Bush nas midterms
Última vez que um presidente republicano perdeu o controle da Câmara e do Senado foi em 2006
Os republicanos não perdiam o controle da Câmara dos Representantes e do Senado americano, ao mesmo tempo, havia 20 anos.
O último presidente a sofrer uma derrota nas midterms foi George W. Bush, em 2006, no auge da Guerra do Iraque.
Na ocasião, os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Representantes e do Senado na mesma noite.
Antes disso, o mesmo havia acontecido em 1954, durante o governo de Dwight Eisenhower.
Desde a Segunda Guerra Mundial, a oposição só conseguiu conquistar as duas Casas do Congresso em uma eleição de meio de mandato em três ocasiões.
Em 1946, durante o governo de Harry Truman. Em 1994, durante o governo de Bill Clinton. E em 2006, durante o governo de George W. Bush.
Trump é aprovado apenas por 38% dos americanos, o menor índice de aprovação para um presidente antes das midterms.
Vitória democrata
Os democratas conquistaram, até o momento, sete cadeiras anteriormente ocupadas por republicanos.
O Texas, tradicionalmente conservador, é um dos destaques. James Talarico venceu Ken Paxton e se tornou o primeiro democrata eleito senador pelo estado desde 1988.
Até o momento, os democratas somam 54 cadeiras, ante 44 dos republicanos no Senado.
Na Câmara dos Representantes, os democratas conquistaram 228 assentos, contra 139 dos republicanos.
A apuração das demais cadeiras ainda está em andamento.
Trump vira um pato manco
A perda da maioria na Câmara dos Representantes e no Senado torna Donald Trump um pato manco.
A expressão é usada para designar presidentes que perdem força, porque não podem mais tentar um novo mandato ou perderam a maioria no Congresso.
Como toda lei precisa ser aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado, ficará mais difícil para o presidente emplacar qualquer legislação.
É a Câmara também que decide o orçamento. Projetos de Trump, como as operações de deportação em massa ou a expansão de centros de detenção, poderão ter a verba cortada.
E os deputados ainda podem formar comissões para investigar atos do presidente e iniciar um processo de impeachment.
Leia também: Democratas impõem derrota a republicanos no Texas após mais de 30 anos
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