Messias reclama de ajuda do governo Trump à direita fora dos EUA
AGU comentou reportagem o direcionamento do principal fundo de direitos humanos do Departamento de Estado para uma série de prêmios que reforçam causas de direita e conservadoras
O advogado-geral da União, Jorge Messias, reclamou nesta quinta-feira, 1º de outubro, da pressão do governo Trump para o direcionamento de mais de 175 milhões de dólares do principal fundo de direitos humanos do Departamento de Estado para uma série de prêmios que reforçam causas de direita e conservadoras em todo o mundo, conforme publicado pelo Guardian.
Segundo o jornal, os prêmios refletem interesses que incluem os avisos do vice-presidente americano JD Vance sobre o colapso dos valores ocidentais tradicionais na Europa e a pressão de Stephen Miller contra a imigração.
No caso do Brasil, um prêmio de 1 milhão de dólares financiaria grupos da sociedade civil que se opõem ao que chama de abuso judicial e censura pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A reclamação de Messias
Para Messias, a informação publicada pelo Guardian é especialmente grave diante "do processo eleitoral brasileiro e dos episódios recentes de pressão externa sobre nossas instituições".
"Divergências entre governos são próprias das relações internacionais. O que não se pode admitir é que interesses políticos estrangeiros pretendam interferir no funcionamento das instituições brasileiras ou influenciar, direta ou indiretamente, as escolhas que pertencem exclusivamente ao povo brasileiro", afirmou.
"É igualmente preocupante quando projetos políticos nacionais buscam respaldo no exterior para confrontar instituições da própria República. Nenhuma disputa interna justifica subordinar interesses nacionais a governos, partidos ou movimentos estrangeiros", acrescentou.
"Há algo maior em jogo: o país que deixaremos às próximas gerações. É o direito de cada geração de brasileiros decidir livremente o seu destino, proteger suas instituições e entregar aos seus filhos um país que não aceite que decisões sobre o Brasil sejam tomadas fora do Brasil", seguiu.
"Nossa democracia pertence aos brasileiros. E assim deve permanecer", completou.
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