PT freia campanha de Haddad
Campanha do ex-ministro ao governo de São Paulo precisou demitir profissionais de marketing após corte de dinheiro
A direção do PT decidiu cortar repasses de dinheiro para a campanha de Fernando Haddad ao governo do São Paulo.
Após a medida, os coordenadores da campanha precisaram demitir integrantes da equipe de marketing e reduzir os impulsionamentos nas redes sociais do petista.
A informação foi divulgada pela Revista Veja.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o PT já transferiu quase $ 15 milhões do fundo eleitoral para a campanha de Haddad.
O valor corresponde a praticamente toda a receita disponível pelo candidato.
Dos R$ 12,28 milhões já gastos pela campanha, quase 53% — R$ 6,5 milhões — foram destinados à contratação da Urissanê Comunicação, agência de Otávio Antunes, marqueteiro da campanha.
A decisão é interpretada como uma redução de gastos já que Haddad não consegue crescer nas pesquisas.
Eleição resolvida?
Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira, 21, mostra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 53% das intenções de voto para o governo de São Paulo, contra 38% de Haddad.
No levantamento anterior do instituto, de 14 de setembro, Tarcísio também tinha 53%, enquanto Haddad marcava 36%.
A nova pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre 16 e 19 de setembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais. Ela está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-07495/2026.
Outros candidatos somam 1%. As pessoas que disseram que votarão nulo ou em branco são 5%, e os que não sabem ou não responderam somam 3%.
No recorte por gênero, 56% dos homens dizem que vão votar em Tarcísio, e 33%, no Haddad. Já entre as mulheres, Tarcísio tem 50% das intenções de voto, e Haddad, 42%.
Se os números se concretizarem, a eleição terminará no primeiro turno, com o atual governador tendo 58% dos votos válidos, e o petista, 41%.
Mas, num eventual segundo turno entre os dois, Tarcísio aparece com 59% dos votos válidos, e Haddad, 41%.
Na pesquisa espontânea sobre o primeiro turno, em que não são dadas opções ao entrevistado, Tarcísio também lidera, com 32% das intenções de voto, e Haddad vem em segundo lugar, com 18%. Outros nomes somam 3%. Os que votarão nulo ou em branco são 6%, e os que não sabem ou não responderam, 41%.
Rejeição
Haddad é o nome com a maior rejeição, com 41% dos entrevistados dizendo que não votariam nele.
Tarcísio vem em segundo lugar, com 33%.
Os outros candidatos têm menos de 30% de rejeição.
Em relação à aprovação do trabalho de Tarcísio como governador, 43% consideram ótimo ou bom, 32%, regular, e 24%, ruim ou péssimo. Apenas 1% não sabe ou não respondeu.
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