PGR tenta tirar caso Lulinha do STF
Órgão chefiado por Paulo Gonet pediu a André Mendonça que envie os inquéritos sobre o filho de Lula à primeira instância
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para enviar os inquéritos sobre o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), para a primeira instância.
Chefiado por Paulo Gonet (foto), procurador indicado para o cargo pelo presidente Lula, o órgão alega que não há investigados com foro privilegiado.
André Mendonça, que é o relator de dois dos três inquéritos abertos sobre Lulinha, ainda não se manifestou sobre a questão.
O terceiro inquérito está sob a alçada do ministro Flávio Dino.
Segundo o Estadão, não há informações se a PGR também solicitou que o inquérito distribuído a Flávio Dino vá para a primeira instância.
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Lulinha
A pedido da Polícia Federal, os ministros André Mendonça e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizaram a abertura de três inquéritos sobre o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
André Mendonça autorizou, em 30 de julho, a Polícia Federal a investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência e corrupção para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.
A PF busca apurar se Lulinha interferiu junto ao Ministério da Saúde no processo de liberação para venda de cannabis medicinal, com possível uso de contatos dentro do gabinete presidencial.
Em 31 de julho, Mendonça autorizou a PF a investigar se o filho do presidente Lula favoreceu empresários interessados em fechar negócios com a Dataprev, empresa pública responsável pela gestão de dados sociais do governo federal, especialmente os ligados ao INSS.
Essa segunda apuração envolve o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio da 3Structure It.
De acordo com a PF, ele teria pagado ao menos uma viagem para Lulinha em troca de supostos favores no governo.
Flávio Dino autorizou, em 4 de agosto, a Polícia Federal a iniciar uma terceira investigação sobre Lulinha.
Este inquérito é referente à suspeita de tráfico de influência do filho no governo federal em favor de empresas parceiras.
Dino também determinou a abertura de uma investigação para apurar o vazamento de informações sigilosas dos inquéritos relacionados a Lulinha.
A depender do desenrolar das investigações, filho do presidente Lula pode ser acusado de tráfico de influência, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
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