"STF e crime organizado não respeitam as leis", diz Renan Santos
Candidato a presidente pela Missão criticou decisão de Alexandre de Moraes após denúncia de uso irregular de carro por Flávio Dino
O candidato da Missão à Presidência, Renan Santos (foto), criticou nesta quarta, 12, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Soares Cutrim, ex-secretário de Estado do Maranhão, apontado pela Polícia Federal como informante do jornalista Luís Pablo.
Em novembro do ano passado, Luís Pablo denunciou o uso pelo ministro do STF Flávio Dino de uma Toyota SW4 preta blindada do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), custeada com recursos do Fundo Especial de Segurança dos Magistrados (Funseg-JE), para fins pessoais e familiares.
"Operadores do direito vivem a ficção de que o poder — mesmo corrompido — se submete às leis, e de que o bandido as obedece simplesmente porque elas existem. Isso é ridículo. Especialmente numa nação destruída como a nossa. Precisamos de pessoas boas com poder real para reformar as leis e restabelecer a ordem. E com a noção elementar de que poder só respeita poder", escreveu Renan Santos nas redes sociais.
"Hoje, STF e crime organizado não respeitam as leis nem os demais poderes. Acreditar que qualquer reação a isso 'quebra a institucionalidade' é admitir que o estado atual de coisas é normal. E isso só pode ser cumplicidade, vaidade ou ignorância. Por isso não levo essa gente a sério. E recomendo que ninguém leve."
Leia em Crusoé: Quem deveria investigar Flávio Dino?
Na terça, 11, Renan divulgou uma mensagem na rede X, também comentando o caso: "Decisão ilegal não se cumpre".
"A canetada [de Xandão] é ilegal e inconstitucional. O sigilo de fonte é base do jornalismo. É base da democracia", afirmou Renan em um vídeo.
"Sem jornalismo e sem investigação, você não consegue ter democracia. Porque daí você não tem jornalismo livre. Não consegue checar se o poder público está usando de maneira certa ou errada. Vira um regime de coação."
Assista ao Papo Antagonista:
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