Disfunção erétil de Marco Buzzi não convence STJ
Ministro foi punido com a perda do cargo
Punido nesta quinta-feira, 6, com a perda do cargo, o ministro Marco Buzzi (foto), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), não conseguiu convencer o Tribunal Pleno de sua inocência nos casos de assédio sexual, importunação sexual e injúria que lhe foram imputados.
Por unanimidade, os ministros da Corte reconheceram que Buzzi cometeu infrações disciplinares, julgando procedente o Processo Administrativo Disciplinar aberto contra ele.
A maioria do plenário votou pela perda do cargo, acompanhando o entendimento mais recente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que passou a prever a demissão como sanção máxima para magistrados em casos graves.
Uma corrente minoritária defendia a aposentadoria compulsória, o que permitiria ao ministro continuar recebendo os vencimentos da aposentadoria.
Disfunção erétil
No processo, a defesa de Buzzi apresentou laudos médicos, alegando que o ministro, de 68 anos, sofre disfunção erétil.
Segundo os advogados, ele apresenta disfunção erétil de origem multifatorial, ausência de libido, hipogonadismo — condição em que os testículos produzem quantidade insuficiente de testosterona e/ou espermatozoides — e ausência de ejaculação anterógrada.
Além disso, o magistrado também tem um histórico de cirurgia de próstata, diabetes e hipertensão.
Acusações
Uma das imputações é referente às abordagens de Buzzi sobre uma ex-funcionária de seu gabinete.
Ele é acusado de tocar as nádegas dela em ambientes como o corredor e sua sala.
Buzzi também foi acusado por uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos do ministro, de tentar agarrá-la durante um banho de mar. Ela afirmou que sentiu a genitália do magistrado, que vestia shorts e sunga, pressionando o seu corpo.
O episódio teria ocorrido em janeiro deste ano, quando o ministro, a jovem e seus pais passavam férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.
Após a denúncia, Buzzi foi afastado do cargo em caráter cautelar, temporário e excepcional.
Fofoca de gabinete
Em sua defesa, Buzzi chamou as acusações de assédio e importunação sexual que lhe foram atribuídas de “fofoca de gabinete”.
Ele também alegou ser alvo de um “conluio” devido às “grandes causas” em que atuou.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)