Renan Santos defende intervenção federal no Rio
Em entrevista exclusiva, candidato da Missão aponta infiltração do crime organizado na Alerj e diz que "salvar Rio é salvar o Brasil"
Renan Santos (foto), pré-candidato da Missão, explicou como pretende lidar com o governo do Rio de Janeiro para enfrentar o crime organizado caso seja eleito presidente da República.
Em entrevista exclusiva a O Antagonista e Crusoé, após a sabatina promovida por OA e G4 nesta quarta-feira, 4, ele afirmou que não consegue "pensar em um mundo" em que o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) "administre o Rio eternamente".
"Eu vou ter que convencer o [Coronel] Busnello, que é o meu candidato lá, o ótimo, sniper, 01 do Bope. Não posso pensar em um mundo em que o Eduardo Paes administre o Rio eternamente. Vamos ser sincero, nenhuma política de segurança foi tocada com vontade por parte do governo estadual do Rio. O negócio das UPPs todo mundo sabia que morreria, como morreu e só vai funcionar se houver vontade do governo federal, com aumento das leis penais, com a disciplina do direito penal do inimigo à mesa. Porque você só vai fazer a ocupação territorial por parte do Estado se você alterar essa dinâmica, se você mudar as leis de processo penal, porque a maioria dos crimes é cometido por menores de idade", disse.
Intervenção federal
Renan também defendeu uma intervenção federal no estado e afirmou que há infiltração do crime organizado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e no Judiciário.
"Em primeira mão, eu vou fazer uma intervenção federal no Rio. Porque a Alerj e o Judiciário estão tomados pelo crime organizado. O que aconteceu agora com o Bacellar, com o TH Joias... é Comando Vermelho. Não sou eu, é a Polícia Federal. Eles são um braço político-operacional do CV dentro da política carioca. Como que eu vou fazer uma tomada de território dentro da Assembleia ligada ao Comando Vermelho?", afirmou.
Segundo o candidato, "salvar o Rio" é "salvar o Brasil".
"O caso do Rio é um caso dramático. Ao mesmo tempo que é dramático, o Rio é a grande porta de entrada do Brasil para o mundo. Salvar o Rio é salvar o Brasil. Não temos como fugir dessa briga."
O berço do bolsonarismo
Questionado sobre o enfraquecimento do bolsonarismo no Rio de Janeiro, Renan criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e afirmou que ele nunca teve uma atuação política relevante no estado.
"Quando o Flávio foi deputado estadual, ele nem foi um deputado estadual importante. O Flávio gosta de ganhar dinheiro. É isso, ele gosta de ganhar dinheiro. Ele ganhou dinheiro lá no período dele de deputado estadual, comprou umas casas, é isso que ele fez."
"É isso também na Presidência da República. Ele não vai ganhar, mas ele faria a mesma coisa. Ele gosta de ganahr dinheiro. Ele aprendeu isso desde que entrou na política, então ele não tem essa visão de vínculo histórico com o Rio de Janeiro, não tem visão de nada. Ele diz: 'Vou comprar casas'", acrescentou.
Renan também afirmou acreditar que chegará ao segundo turno da eleição por causa de sua "capacidade de luta" e da "capacidade dos brasileiros de entender que a verdade se estabelece".
"Ninguém quer beber água suja. Eles são água suja e nós somos água limpa. Quando a água limpa for vista, as pessoas vão escolher."
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