Comando Sul dos EUA anuncia "total pressão" sobre cartéis
Perfil oficial divulga força-tarefa conjunta do Hemisfério Ocidental contra grupos que "ameaçam" os EUA e parceiros
O Comando Sul dos Estados Unidos anunciou nesta segunda, 3, a ativação de uma força-tarefa conjunta para combater cartéis de drogas e redes criminosas no Hemisfério Ocidental.
A iniciativa reúne países da América Latina e do Caribe, mas não conta com a participação do Brasil..
"Aplicaremos total pressão sistêmica sobre essas redes que ameaçam nossa pátria e nossos parceiros aqui em nossa região compartilhada. E, juntamente com a Coalizão Americana de Combate aos Cartéis e nossas outras 18 nações que apoiam o mesmo esforço, levaremos a luta ao inimigo. Portanto, hoje, iniciamos a ativação da Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental, o braço operacional do Comando Sul dos EUA", diz a publicação feita no X.
Escudo das Américas
Em março, o presidente americano, Donald Trump, lançou o Escudo das Américas.
A iniciativa reúne 18 países latino-americanos e caribenhos governados por lideranças alinhadas a essa pauta de segurança.
Durante a cúpula de inauguração, Trump afirmou que o grupo prevê ações coordenadas de inteligência, vigilância integrada de fronteiras, extradições rápidas e operações conjuntas de forças de segurança e militares.
Brasil, México e Colômbia ficaram de fora.
Trump busca reconstruir uma estratégia hemisférica de influência política alinhada aos Estados Unidos, em moldes associados à reinterpretação contemporânea da Doutrina Monroe.
PCC e CV
Também este ano, os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
A iniciativa ganhou força após articulações do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) junto a aliados do presidente americano.
O parlamentar defendeu que as duas maiores facções criminosas do Brasil fossem enquadradas na legislação antiterrorismo dos Estados Unidos, sob o argumento de que já atuam em escala transnacional.
Com a entrada em vigor da medida, PCC e CV passam a integrar a lista de organizações terroristas estrangeiras mantida por Washington, o que permite uma atuação mais ampla de órgãos americanos de contraterrorismo e inteligência.
a prática, a classificação abre caminho para o congelamento de ativos sob jurisdição americana, restrições migratórias e sanções contra pessoas, empresas ou instituições que sejam identificadas como financiadoras ou apoiadoras das facções. Pela legislação dos EUA, o conceito de apoio material é amplo e pode abranger recursos financeiros, serviços e assistência logística.
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