PF cumpre mandado de busca e apreensão contra "Careca do INSS"
Ordem judicial foi expedida pelo ministro André Mendonça; foram apreendidos carros ligados ao lobista Antônio Carlos Antunes
A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta terça-feira, 21, um mandado de busca e apreensão, no Distrito Federal, no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Conforme apurou O Antagonista, o alvo é o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS". Foram apreendidos carros ligados a ele.
A ordem judicial foi expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e, segundo a PF, "tem a finalidade de descapitalizar investigado apontado como um dos principais atores do esquema criminoso".
"Também estão sendo apurados os crimes de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial", conclui a nota.
A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes disse à reportagem que "comunicou nos autos, em outubro de 2025, a existência de veículos que não haviam sido apreendidos apesar da ordem judicial".
"Na ocasião, de modo a afastar qualquer alegação de dilapidação ou ocultação patrimonial, indicou a localização dos bens e colocou-se à disposição para a sua retirada. Desde então, a defesa reiterou a informação em diversas oportunidades, mantendo os veículos permanentemente à disposição da autoridade policial para apreensão".
A advogada Danyelle Galvão ressalta que "estes carros tinham ordem de bloqueio e apreensão há meses. Já havíamos avisado o STF que a PF não levou e que estavam à disposição".
Papuda negou pressão sobre lobista
No final de junho, a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape) negou ao Supremo Tribunal Federal que policiais penais tenham pressionado o “Careca do INSS” a firmar um acordo de colaboração premiada na Penitenciária da Papuda.
A manifestação foi enviada ao ministro André Mendonça após a defesa de Antunes afirmar que o empresário foi retirado da cela e submetido a “questionamentos informais” sem a presença dos advogados, incluindo perguntas sobre uma eventual delação premiada.
Diante da denúncia, Mendonça determinou que a direção do presídio prestasse esclarecimentos e comunicou à Procuradoria-Geral da República (PGR).
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