"Depois que enterraram a Lava Jato, acharam que o roubo era livre"
Ex-juiz Sergio Moro comentou a nona fase da Operação Compliance Zero, que teve como um dos alvos o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA)
O senador Sergio Moro (PL-PR) comentou nesta quinta-feira, 18, a nona fase da Operação Compliance Zero, que teve como um dos alvos o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
Segundo o ex-juiz, "depois que enterraram a Lava Jato, acharam que o roubo era livre".
"Mais uma fase de buscas e apreensões relacionadas a fraudes e subornos do Banco Master, desta vez sobre lideranças do Governo Lula.
A corrupção apodreceu Brasília.
Depois que enterraram a Lava Jato, acharam que o roubo era livre.
Defendo investigação total e irrestrita", escreveu no X.
Líder do PT na Compliance Zero
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 18, uma nova fase da operação Compliance Zero, mirando o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado.
Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão.
Um dos locais da busca é o hotel Brasília Palace, na capital federal, onde Wagner reside.
Também foi alvo da PF o empresário Augusto Lima, aliado de Vorcaro.
A PF suspeita que Wagner atuou em favor de Lima no Senado e que, em contrapartida, teria recebido propina da ordem de 3,5 milhões de reais por meio de um imóvel registrado em nome de parentes, entre outras formas de pagamento.
De acordo com a representação, o senador "teria mantido interlocução direta com Augusto Ferreira Lima” sobre temas relacionados “à elevação da margem consignável da remuneração disponível para os trabalhadores regidos pela CLT, para os aposentados e pensionistas vinculados ao RGPS, além de autorizar a realização de empréstimos e financiamentos por beneficiários do BPC e de outros programas federais de transferência de renda, ensejando a apresentação da Emenda no 30 à Medida Provisória no 1.106/2022 (posteriormente convertida na Lei no 14.431/2022)."
Os investigadores também identificaram atuação de Wagner em ao menos outras duas questões favoráveis ao Master.
Uma delas foi a "tentativa de aprovação da PEC no 65/2023, com repercussões sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)", que ficou conhecida como “Emenda Master”.
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