Pesquisa mostra Ciro à frente de Elmano no Ceará
Levantamento mostra ex-ministro com 53,2% das intenções de voto em eventual segundo turno
Pesquisa AtlasIntel divulgada nesta segunda-feira, 15, mostra o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) com 53,2% das intenções de voto na disputa ao governo do Ceará.
Em segundo lugar, aparece o atual governador, Elmano de Freitas (PT), com 44,9%.
No cenário de primeiro turno, os dois dividem a liderança com empate dentro da margem de erro.
A pesquisa ouviu 1.223 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 9 e 14 de junho.
A margem de erro é de três pontos percentuais.
Na pesquisa anterior, realizada em abril, Ciro Gomes tinha 46,2% em cenário de 1º turno e Elmano de Freitas, 42,6%.
Ciro descarta Planalto
Na última quinta, 11, Ciro comentou sobre o interesse do PSDB em lançá-lo ao Planalto, mas indicou que está concentrado nas eleições estaduais.
Ele também disse representar uma alternativa à polarização política nacional.
"Eu sou independente. Escuta: é verdade ou não é verdade que eu fui candidato quatro vezes a presidente do Brasil? Todo mundo sabe que eu fui quatro vezes candidato. E se eu fui candidato, onde é que eu tava em 2018, quando era Lula e Bolsonaro? Eu era contra os dois. E em 2022 quando eu fui candidato contra Lula e Bolsonaro? Eu era contra os dois. (…) Eu represento outra proposta, outro rumo, outra qualidade. Eu até quinze dias atrás, o meu partido queria que eu fosse candidato de novo a presidente do Brasil. E eles mentindo. Porque aqui no Ceará você tem um pedaço do povo que gosta muito do Lula, um pedaço do povo que gosta do Bolsonaro…(…) Eu estou no lugar certo, eu sou independente. Meu patrão é o Ceará e o cearense”, afirmou.
Apoio a Aécio
Em maio, Ciro manifestou apoio à possível candidatura de Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência da República e defendeu que o partido apresente uma alternativa capaz de reduzir a polarização política no país.
Ciro afirmou considerar “muito importante para este momento brasileiro” que o PSDB lance o ex-governador de Minas Gerais na corrida ao Palácio do Planalto.
Segundo ele, o ambiente político nacional está marcado pelo aprofundamento de um “fosso ideológico” explorado por diferentes grupos de forma “interesseira e imediatista”.
O PSDB passou a estudar a possibilidade de lançar o deputado como candidato à Presidência da República após a recusa do ex-governador do Ceará ao cargo.
Na manifestação, Ciro associou sua defesa da candidatura tucana aos princípios que, segundo ele, motivaram a fundação do PSDB durante o processo de redemocratização do país.
Ele também citou o legado de Tancredo Neves como referência para a construção de consensos políticos. “Nós do Ceará apoiamos a candidatura do PSDB nesta quadra por entendê-la uma necessidade deste momento brasileiro”, declarou.
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