Caso Master precisa ser apurado "doa a quem doer", diz Tarcísio
O presidente do PP, Ciro Nogueira, é investigado no escândalo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira, 8, que o escândalo envolvendo o Banco Master precisa ser apurado "doa a quem doer".
A declaração foi dada um dia após a Polícia Federal deflagrar a quinta fase da Operação Compliance Zero, que tinha como alvo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Partido Progressistas.
"Nós estamos diante de um grande escândalo, um escândalo nacional, de proporção gigantesca, e isso tem que ser esclarecido. A população demanda respostas. A população não suporta mais ver episódios de corrupção. Então é um escândalo grave, precisa ser apurado, precisa ser investigado, doa a quem doer", disse o governador, candidato à reeleição, em entrevista coletiva.
O Progressistas de Ciro Nogueira é um dos partidos da base do governo de São Paulo.
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Evento adiado
O PP adiou um evento marcado para a próxima segunda-feira, 11, no qual a legenda oficializaria o apoio ao governador Tarcísio de Freitas em São Paulo.
O motivo foi a quinta fase da Operação Compliance Zero, que teve o senador Ciro Nogueira, presidente nacional da sigla, como um dos alvos.
Integrantes do partido tentam evitar o desgaste de Ciro Nogueira, Tarcísio de Freitas e Guilherme Derrite, candidato do PP ao Senado na chapa do republicano.
Questionado sobre o cancelamento, Tarcísio afirmou que a aliança com o PP está mantida.
“Emenda Master”
As investigações da Polícia Federal indicam que a emenda nº 11 à PEC 65/2023, apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) e conhecida como “emenda Master”, foi elaborada pela assessoria do Banco Master, pertencente ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo o despacho, o texto foi encaminhado a Daniel Vorcaro e entregue em um envelope endereçado ao senador.
“No plano fático, a representação descreve, em primeiro lugar, o episódio relacionado à Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023, apresentada por CIRO NOGUEIRA em 13.8.2024, ampliando a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. Segundo os autos, o texto da emenda foi (i) elaborado pela assessoria do Banco Master, (ii) encaminhado por ANDRÉ KRUSCHEWSKY LIMA a DANIEL VORCARO, (iii) impresso e entregue em envelope endereçado a ‘Ciro’, no endereço residencial do senador, coincidente com aquele constante de seus dados fiscais.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, o conteúdo da versão entregue é ‘reproduzido de forma integral pelo parlamentar’ ao Senado, tendo VORCARO afirmado, logo após a publicação da proposta de Emenda, que o ato legislativo ‘saiu exatamente como mandei’, ao passo que interlocutores do banco registraram que a medida ‘sextuplicaria’ o negócio do Master e provocaria verdadeira ‘hecatombe’ no mercado.”
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