"Jair Bolsonaro não apoia a indicação do Pupilo do Valdemar"
Ricardo Salles reagiu à notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria tido uma crise nervosa ao saber do apoio de Eduardo a André do Prado em São Paulo
Pré-candidato ao Senado por São Paulo, o deputado Ricardo Salles (Novo-SP) reagiu nesta sexta-feira, 8, à notícia de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria tido uma crise nervosa ao saber do apoio de Eduardo Bolsonaro (foto, à esquerda) a André do Prado (foto, à direita), candidato do PL ao Senado no estado.
Citando caciques do PL próximos a Michelle Bolsonaro, a Veja publicou que o ex-presidente surtou ao saber dos planos do filho.
"O ex-presidente não concorda com a aliança nem pretende apoiar os movimentos de Eduardo, que são vistos por ele como mais uma forma de desmoralizar o clã Bolsonaro diante do eleitorado", diz a revista.
Para o ex-ministro do Meio Ambiente, Bolsonaro não apoia a indicação do "pupilo do Valdemar" porque se trata de "esquema do Centrão".
"Jair Bolsonaro não apoia a indicação do Pupilo do Valdemar. E por quê? Pq sabe que se trata de negociata, esquema do Centrão, que nunca farão o certo na hora certa", escreveu Salles no X.
A bênção de Eduardo a André do Prado
Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo disse que concorrerá como suplente de André do Prado.
"Estou aqui para anunciar a pré-candidatura do deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, para o cargo de senador por São Paulo. Do nosso lado, também, o Fernando [Godoy], que vai concorrer na nossa chapa, como segundo suplente. Porque a primeira suplência ficará comigo."
Segundo Eduardo, a candidatura de Prado atende ao que chamou de “projeto”.
“O André do Prado se encaixa perfeitamente. Vai ser a união de várias forças para bem nos representar nas pautas que são inegociáveis.”
No mesmo vídeo, André do Prado admitiu que a chapa enfrentará uma “batalha jurídica” para se manter nos termos acordados. A situação de Eduardo Bolsonaro representa o principal risco. Caso a ação penal no STF tenha desfecho condenatório antes das eleições, ele poderá ter o registro de candidatura barrado pela Lei da Ficha Limpa.
Prado também assumiu publicamente as bandeiras políticas associadas ao grupo. Afirmou que Jair Bolsonaro está preso “injustamente” e se comprometeu a votar por uma “anistia geral” aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e pelos envolvidos na trama golpista.
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