Joesley Batista é o novo chanceler do Itamaraty paralelo?
Empresário ajudou a intermediar o novo encontro entre Lula e Donald Trump nos EUA, segundo a 'Reuters'
Joesley Batista, um dos sócios da J&F, desembarcou na quarta-feira, 6, em Washington D.C., capital dos Estados Unidos. A cidade sediará o encontro entre os presidentes Lula (PT), do Brasil, e Donald Trump, dos EUA, marcado para esta quinta, 7.
Segundo a agência de notícias Reuters, o empresário ajudou a intermediar a reunião, embora não faça parte da comitiva oficial do petista.
Essa não é a primeira vez que Joesley exerce um papel importante nas negociações entre os dois países.
Ele ajudou a costurar um encontro entre Lula e Donald Trump para discutir o tarifaço, em outubro de 2025, na Malásia.
O próprio Joesley confirmou a participação nas negociações.
“Temos bons amigos, e tem muita gente que gosta do Brasil, apesar de outros não gostarem”, disse ao PlatôBR.
Leia mais: Os interesses dos irmãos Batista nas viagens de Lula
Venezuela
O empresário também viajou a Caracas, capital da Venezuela, para tentar convencer o então ditador Nicolás Maduro a renunciar.
De acordo com a Bloomberg, o encontro ocorreu em 23 de novembro, dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, instar Maduro, por telefone, a deixar o país.
A reportagem disse que autoridades do governo Trump estavam cientes dos planos de Joesley Batista de conversar com Maduro. Contudo, não foi solicitado ao dono da J&F que viajasse em nome da Casa Branca.
JBS na mira dos EUA
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) abriu na segunda-feira, 4, uma investigação para apurar possíveis violações às regras de concorrência na indústria de processamento de carne.
Entre os alvos estão grandes frigoríficos que atuam no país, como a JBS e a National Beef, subsidiária da Marfrig, que se uniu à BRF no ano passado.
Em novembro, o DoJ já havia aberto uma investigação sobre as maiores processadoras de carne bovina do país.
Segundo comunicado da Casa Branca, a medida faz parte de um esforço para “reprimir cartéis estrangeiros” e “restaurar a concorrência justa” no setor.
O texto mencionava quatro companhias que, juntas, controlam cerca de 85% do mercado americano de carne bovina: JBS, Cargill, Tyson Foods e National Beef.
“Cartéis estrangeiros”
O documento oficial afirma que a JBS, “maior processadora de carne do mundo”, é uma empresa de propriedade estrangeira.
“Ao examinar se essas empresas violaram as leis antitruste por meio de preços coordenados ou restrições de capacidade, esta investigação irá erradicar qualquer conluio ilegal, restaurar a concorrência justa e proteger nossa segurança alimentar”, diz o texto.
Trump afirmou que os frigoríficos estariam lucrando à custa dos consumidores.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Algo parecido com o PCC ou CV, só muda o tipo de produto que negociam e também são mais elegantes. Não escutam funk.