Janja conta história, mas esconde personagem
Primeira-dama narra caso em que jovem leva socos de namorado 14 anos mais velho, mas não diz quem foi a vítima ou se a história é verdadeira
A primeira-dama Janja (foto) emocionou-se ao discursar durante um ato público sobre políticas de prevenção ao feminicídio nesta quarta, 4, no Palácio do Planalto.
Janja só não deixou claro se a história se passou com ela própria ou com outra pessoa.
Também não disse se a história é verdadeira ou não.
"Bom, essa história poderia ser a minha ou a de qualquer mulher que está hoje aqui presente. E talvez até já tenha sido. Nenhuma de nós está segura", disse ela.
Eis a história de Janja:
"Eu tinha 17 18 anos aquela fase de transição da adolescência para o início da vida adulta, uma fase de grandes descobertas e conflitos internos e extremos na vida de todas nós. (...) Eu estava em um relacionamento com um homem 14 anos mais velho. Para uma menina — e era assim que eu me sentia naquele momento — ele era o ideal de homem perfeito: inteligente, culto, gostava de boa música e fazia eu me sentir querida e amada", disse ela.
"Hoje, eu vejo que havia muita ingenuidade da minha parte naquela época. Eu realmente acreditava que tinha encontrado o grande amor da minha vida, mas em algum momento nesse período eu percebi que talvez ele não fosse esse grande amor que eu imaginava e com toda a sinceridade olhei para ele e falei: 'Eu não sei mais o que sinto por você'", afirmou a primeira-dama.
A partir desse momento, Janja começa a narrar episódios de violência.
"Era noite. Estávamos sentados em uma praça central da minha cidade. Eu estava certa que ele iria entender aquele meu momento conflituoso, principalmente porque nesse pouco tempo em que estávamos juntos ele nunca tinha demonstrado que era um homem possessivo, e muito menos agressivo. Mas assim que eu terminei aquela frase eu senti o primeiro soco atingir meu rosto. Ali mesmo, no meio daquela praça."
"As agressões seguiram durante todo o trajeto daquela praça e a casa onde ele morava foram quadras intermináveis de violência contra meu corpo, e por mais que muitas pessoas acompanhassem aquela cena pelo caminho, ninguém fez nada para parar aquele homem. Em casa a sessão de socos continuou e eu temi pela minha vida."
"Eu me encolhi cada vez mais como se em algum momento eu fosse conseguir me encolher tanto a ponto de desaparecer, como se desaparecer fosse a única forma daquele pesadelo acabar. (...) Quando ele aparentemente cansou de me socar, largou meu corpo meio desfalecido no banheiro. Quando eu tive forças para me levantar e me olhar no espelho, eu estava irreconhecível. Não foi só meu rosto que ele desfigurou. Ele maculou a minha alma para sempre", seguiu a primeira-dama.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)