Rubio descarta nova ação militar imediata na Venezuela
Secretário de Estado, porém, garantiu que EUA poderiam agir contra "fábricas de drones" iranianos no país
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, garantiu nesta quarta-feira, 28, que o governo Trump não tem planos de realizar novas operações militares na Venezuela.
“Posso assegurar-lhes com absoluta certeza que não estamos nos preparando, nem pretendemos, nem esperamos ter que tomar qualquer ação militar na Venezuela em momento algum", afirmou em audiência dedicada a explicar a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro.
Apesar disso, o secretário afirmou que Washington poderia agir caso uma eventual “fábrica de drones” iranianos represente uma ameaça às tropas americanas na Venezuela.
Narcosobrinhos
Rubio também revelou que o ditador Nicolás Maduro teve a oportunidade de uma saída negociada, mas condicionou qualquer acordo ao perdão dos sobrinhos de sua esposa, Cilia Flores.
Os "narco-sobrinhos", como são conhecidos, foram alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos em 11 de dezembro.
"Ele queria perdoar seus sobrinhos, que foram condenados por tráfico de drogas, e perdoar e libertar Alex Saab, que era o homem das finanças do regime. Ele quebrou tantos acordos que nem o Vaticano quis negociar com ele. Ele não é confiável; ele só queria tempo, mais três anos para esperar por um governo favorável", afirmou.
Os sobrinhos sancionados são: Efrain Antonio Campo Flores, Franqui Francisco Flores de Freitas e Carlos Erik Malpica Flores.
Rede familiar
Em novembro de 2015, Campo e Flores de Freitas , conhecidos popularmente como os “narco-sobrinhos”, foram presos em Porto Príncipe, Haiti, enquanto finalizavam um acordo para transportar centenas de quilos de cocaína para os Estados Unidos.
No ano seguinte, ambos foram condenados por tráfico, mas receberam indulto do então presidente Joe Biden.
Já Carlos Erik Malpica Flores, ex-vice-presidente da estatal petrolífera venezuelana Petróleos de Venezuela, SA (PDVSA), já havia sido incluído na lista de pessoas designadas pelo governo americano, em 2017.
Em 2022, teve o nome removido no contexto das tentativas de negociação do governo Biden para restaurar eleições democráticas na Venezuela. O diálogo, contudo, acabou fracassando.
Além dos três, o empresário panamenho Ramon Carretero Napolitano também foi alvo das sanções.
Ele teria firmado contratos com o regime e facilitado o envio de produtos petrolíferos em nome do governo venezuelano.
“Esta ação é apenas o mais recente esforço do Departamento do Tesouro contra a rede familiar de corrupção, nepotismo e narcotráfico de Maduro. Malpica , Campo e Flores de Freitas juntam-se a Maduro, Cilia Flores, ao filho de Maduro, Nicolás Maduro Guerra, e aos três filhos de Cilia Flores, Walter Gavidia Flores, Yosser Gavidia Flores e Yoswal Gavidia Flores, na Lista SDN.”
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