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Diários

Ataques contra BC e Febraban foram orquestrados?

Levantamento da Datrix mostra três picos nas conversas nas redes sociais, com assuntos muito específicos

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Duda Teixeira
2 minutos de leitura 07.01.2026 15:05 comentários 1
Ataques contra BC e Febraban foram orquestrados?
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Foto Lula Marques/Agência Brasil
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Perfis de redes sociais atacaram o Banco Central (BC) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) por causa da liquidação do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Influenciadores que recusaram propostas para fazer esse trabalho, como o vereador Rony Gabriel, de Erechim, no Rio Grande do Sul, divulgaram o ocorrido (leia entrevista ao Meio-Dia em Brasília, aqui).

Crusoé conversou com João Paulo Castro, cientista de dados e CEO da Datrix, que analisa as conversas nas redes sociais.

 

Os ataques ao Banco Central e à Febraban teriam capacidade de mudar a percepção dos brasileiros sobre essas instituições?

O primeiro ponto é que isso precisa ser avaliado em perspectiva.

Seria necessário esperar um pouco para entender se as ações foram capazes de furar a bolha e trazer engajamento orgânico, que é quando pessoas que não participaram do ataque espontaneamente passarem a se posicionar sobre aquele tema. 

Até agora, não vimos isso. 

Só poderíamos dizer que funcionou se outras pessoas começarem a se engajar, a ponto de mudar a reputação dessas instituições. Mas qualquer avaliação nesse sentido agora seria precipitada.

Dá para saber se foi mesmo orquestrado?

A Datrix analisou menções à Febraban entre os dias 1º de dezembro e 7 de janeiro deste ano, que totalizaram 50,8 mil publicações.

Quando se recorta apenas o contexto em que Febraban aparece associada ao Banco Master, são 220,5 milhões de impressões (aparições dessas postagens nos feeds, podendo ocorrer múltiplas vezes para os mesmos perfis) e 20,7 milhões de interações.

Em termos proporcionais, esse recorte responde por 36,5% das publicações e 23,8% das impressões, mas concentra 72,9% das interações do período, indicando que a associação com o caso Master é o principal vetor de mobilização do debate, com engajamento muito acima do que seu peso em exposição sugeriria.

Em todo o período, ocorreram três picos anômalos nas conversas de redes sociais, muito bem marcados. 

O primeiro foi dia 24 de dezembro, o segundo foi dia 27 e o terceiro foi ontem.

Em todos eles, é possível constatar que os picos ocorrem dentro de temas muito específicos, o que sugere, sim, uma orquestração.

Houve claramente um trabalho para aumentar a reverberação sobre esses assuntos, o que gerou os picos.

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Duda Teixeira

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Comentários (1)

AEC

2026-01-07 17:22:24

PF pra cima dessa gente !


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AEC

2026-01-07 17:22:24

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