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    Diários

    Europa se prepara para a guerra

    Governos europeus alertam para o aumento da chance de uma guerra, se rearmam e preparam a população para nova realidade

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    José Inácio Pilar
    4 minutos de leitura 02.01.2026 09:22 comentários 0
    Imagem: Rheinmetall
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    A ideia de guerra voltou a entrar no vocabulário político europeu. No Reino Unido, o governo reconhece abertamente que está desenvolvendo rapidamente planos para preparar o país para um conflito de grande escala, algo que por décadas parecia restrito a livros de história.

    A recente declaração do ministro das Forças Armadas britânicas, Alistar Carns, à Sky News reflete um diagnóstico compartilhado por militares e autoridades de segurança em várias capitais europeias.

    Essas lideranças enxergam o ambiente cada vez mais hostil e imprevisível do que em qualquer outro momento desde o fim da Guerra Fria em 1991.

    O ponto principal não está apenas no aumento de gastos militares ou no envio de tropas para o Leste Europeu. O que muda agora é o foco na sociedade civil.

    Planos discutidos em Londres incluem proteção de infraestrutura, preparação para ataques cibernéticos e campanhas de desinformação e até a revisão de protocolos de emergência.

    Autoridades britânicas avaliam que conflitos atuais, como o na Ucrânia, mostram como redes elétricas, comunicações e cadeias de suprimento se tornaram alvos prioritários, exigindo respostas que vão além dos quartéis.

    O mesmo discurso ecoa no resto do continente. A The Economist descreve generais europeus alertando suas populações para a necessidade de encarar a possibilidade de guerra de forma menos abstrata.

    Na Alemanha, chefes militares falam abertamente sobre falhas na prontidão das forças armadas. Na França, o debate sobre reservistas e mobilização voltou à agenda política. "Temos que estar prontos para aceitar a perda de nossos filhos", disse em novembro o general Fabien Mandon.

    Em países nórdicos e do Leste Europeu, campanhas de orientação à população já fazem parte da estratégia de defesa há anos e agora ganham mais atenção.

    O guias de sobrevivência sueco chamado Se a crise ou a guerra chegar, por exemplo, foi atualizado para focar na autossuficiência civil por pelo menos uma semana.

    O manual instrui a população a estocar itens práticos, como água, alimentos não perecíveis, rádio a pilha e dinheiro em espécie e a identificar abrigos antiaéreos, partindo do princípio de que, em um conflito moderno, o Estado priorizará a defesa das fronteiras e a infraestrutura crítica, deixando o cuidado doméstico imediato sob responsabilidade do cidadão para evitar o pânico e o colapso dos serviços sociais.

    A OTAN reforça esse movimento ao afirmar, em relatórios recentes, que a fronteira entre guerra e paz se tornou nebulosa. Mark Rutte, chefe da organização, disse em dezembro que a Europa deve se preparar para um confronto com a Rússia "na mesma escala que nossos avós e bisavós enfrentaram".

    As ameaças híbridas, sabotagens e desinformação passaram a fazer parte do cotidiano de segurança europeu.

    O rearmamento também ganhou prioridade. Para acelerar a produção e competir com a Rússia em 2026, a Europa implementou uma economia de guerra industrial baseada em três pilares.

    O aumento da produção de munição, com o continente projetando alcançar a marca de 2 a 2,4 milhões de projéteis de 155mm por ano, um salto de oito vezes desde 2022, para atingir a paridade com a produção russa que, embora ainda alta (estimada em 3 a 4 milhões), começou a enfrentar gargalos de insumos e mão de obra no final de 2025.

    A centralização de compras via planos como o SAFE, parte do plano Readiness Action for European Defence, também conhecido como ReArm Europe, com um fundo de 150 bilhões de euros para empréstimos, com a União Europeia agora financiando compras conjuntas para garantir contratos de longo prazo e permitir que empresas como a Rheinmetall e a BAE Systems produzam ininterruptamente.

    E os escudos e tecnologia, com foco industrial migrando para a entrega rápida de sistemas de defesa aérea integrados (chamado de Sky Shield) e mísseis de longo alcance, utilizando a Ucrânia como um laboratório em tempo real para atualizar softwares e sistemas de drones em ciclos de apenas algumas semanas.

    Nessa realidade de uma "Europa em pré-guerra", segundo termo usado pelo primeiro-ministro polonês Donald Tusk, além de presenciarmos o início de uma nova corrida armamentista, a preparação de civis passou a ser vista como uma necessidade prática mesmo em países que não viam a guerra ameaçar seus territórios há mais de 80 anos.

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