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    Perda da Síria expõe limites do expansionismo russo e ambições de Dugin

    Análise revela estratégias de Moscou para sustentar poder global e o papel do ideólogo de Putin no cenário geopolítico

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    Alexandre Borges
    3 minutos de leitura 10.12.2024 16:06 comentários 1
    Foto: Wikimedia Commons/Tasnim News Agency/Nima Najafzadeh
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    A saída da Rússia da Síria e a consequente derrota estratégica no Oriente Médio marcaram uma nova fase na política externa do Kremlin.

    O ideólogo Alexander Dugin, “guru” de Vladimir Putin, reconheceu em um artigo recente que Moscou perdeu influência significativa na região, descrevendo a situação como um "golpe" para o projeto de um "mundo multipolar".

    No texto, Dugin aponta que a Rússia enfrentou uma aliança coordenada de “globalistas”, Estados Unidos, Israel e grupos insurgentes, que visavam enfraquecer o regime de Bashar Assad e, por consequência, a presença russa.

    A saída de Moscou do cenário sírio, segundo ele, não é uma derrota existencial, mas simboliza um revés estratégico que impacta a posição da Rússia no Oriente Médio e seus esforços para projetar poder global.

    Dugin argumenta que a guerra na Ucrânia permanece como prioridade absoluta para o Kremlin, mas admite que a perda da Síria enfraquece o discurso russo de resistência ao Ocidente. A análise reflete não apenas o isolamento crescente de Moscou, mas também os desafios internos e externos enfrentados por Putin para sustentar uma narrativa de força e liderança.

    Esse contexto se conecta diretamente à visão de mundo promovida por Dugin, que em outro texto, publicado no aniversário de 72 anos de Vladimir Putin, o descreveu como “czar” e símbolo da luta russa contra a hegemonia ocidental. Essa retórica é central para a propaganda do Kremlin, que busca reforçar a imagem de Putin como líder indispensável no combate a uma ordem internacional liderada pelos EUA.

    Além disso, Dugin tem alertado sobre a "Terceira Guerra Mundial", onde o Oriente Médio e a Ucrânia seriam frentes cruciais de batalha entre a Rússia, China e potências islâmicas contra o Ocidente. Suas ideias radicais, amplificadas por uma extensa rede de influência acadêmica e política, já chegaram ao Brasil, conforme revelou um estudo recente da ONG Centre for Information Resilience, mapeando conexões de Dugin com universidades e grupos ideológicos locais.

    As derrotas de Moscou no tabuleiro geopolítico ressaltam os limites do expansionismo russo, mas também apontam a necessidade de vigilância frente às ideias disseminadas por Dugin e seus aliados, que continuam a fomentar desinformação e agendas autoritárias.

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    Alexandre Borges

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    Comentários (1)

    Jorge Irineu Hosang

    2024-12-11 20:46:04

    São aloprados como esse Dugin e Olavo de Carvalho que jogam a humanidade num ciclo de degradação!! Tal qual Karl Marx, sempre é preciso ter estúpidos disponíveis e com iniciativa para manter agendas extremistas!! São os tais filósofos que sofrem da Síndrome do Pau Pequeno!!


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    Comentários (1)

    Jorge Irineu Hosang

    2024-12-11 20:46:04

    São aloprados como esse Dugin e Olavo de Carvalho que jogam a humanidade num ciclo de degradação!! Tal qual Karl Marx, sempre é preciso ter estúpidos disponíveis e com iniciativa para manter agendas extremistas!! São os tais filósofos que sofrem da Síndrome do Pau Pequeno!!



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