Crusoé
13.02.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
    • Entrevistas
    • O Caminho do Dinheiro
    • Ilha de Cultura
    • Leitura de Jogo
    • Crônica
    • Colunistas
    • Assine já
      • Princípios editoriais
      • Central de ajuda ao assinante
      • Política de privacidade
      • Termos de uso
      • Política de Cookies
      • Código de conduta
      • Política de compliance
      • Baixe o APP Crusoé
    E siga a Crusoé nas redes
    Facebook Twitter Instagram

    Uma defesa meio antagonista de Taylor Swift

    Taylor Swift (que entre outros epítetos é a primeira bilionária da indústria cultural, dona da carreira mais vigiada do século XXI e uma artista com gente em Harvard estudando sua obra) voltou à estrada nesta semana, com um show em Paris da sua The Eras Tour (mais um epíteto: autora da maior turnê musical de...

    Redação Crusoé
    5 minutos de leitura 11.05.2024 16:10 comentários 1
    Um artista, que assim mereça ou acredite merecer tal título, não deve se importar exclusivamente com a recepção do público
    • Whastapp
    • Facebook
    • Twitter
    • COMPARTILHAR

    Taylor Swift (que entre outros epítetos é a primeira bilionária da indústria cultural, dona da carreira mais vigiada do século XXI e uma artista com gente em Harvard estudando sua obra) voltou à estrada nesta semana, com um show em Paris da sua The Eras Tour (mais um epíteto: autora da maior turnê musical de todos os tempos). Em relação aos shows que vimos no Brasil — e que motivaram até uma análise desta revista — há uma nova era: The Tortured Poets Department,  a última obra da cantora .

    O mais ouvido da história em uma estreia (mais de 100 milhões de vezes), colocando 14 músicas entre as 14 mais ouvidas das paradas...os números superlativos são positivos à cantora. Mas há outros números superlativos mais difíceis: o disco tem 65 minutos de duração e até parece demais com o seu anterior, Midnights (2022), com faixas quase que fotocopiadas umas das outras. Praticamente ma música de loja de departamento para shopping de luxo. 

    Com as críticas negativas se avolumando sobre a prolixidade da cantora (que ficaram fatalmente comprovadas em 31 faixas), o The New York Times sugeriu que a cantora tivesse um editor. A Folha de S. Paulo disse que a cantora errou a mão. Aí então a chave virou e eu (que não gosto da cantora, nem faço parte do público-alvo desta espécie de Xuxa romântica da Pensilvânia) resolvi dedicar esse espaço sobre música a defender uma cantora que, com tantos fãs tão fiéis e incondicionais, praticamente não precisa de defesa. 

    Tudo o que a tornou famosa está ali: as letras melosas e altamente densas sobre algum relacionamento malsucedido da cantora (neste caso, são dois homens; Dear John, de um álbum anterior, é sobre um terceiro, All Too Well é sobre um quarto...); o verso arrebatador ligando dois refrões em uma ponte, quase que um segredo industrial seu, está lá. Nada parece muito fora do lugar. Taylor está onde sempre esteve, quem não está (mais) é o ouvinte, que passou a se acostumar com obras cada vez mais reduzidas e imediatas e parece ter pedido a paciência na metade do disco.

    Não é e nunca poderá ser culpa do artista. Um artista, que assim mereça ou acredite merecer tal título, não deve se importar exclusivamente com a recepção do público e sim com sua única joia, perfeita reprodução de seus sentimentos em relação ao mundo.

    David Bowie disse ao apresentador Dick Cavett que não queria ser entendido. Prince chamou a imprensa musical de “interesseira”e disse que “as gravadoras precisam respeitar a arte primeiro, e deixar que isso seja a gênese das decisões tomadas”. Ambos morreram há oito anos, mas permanecem totens influentes a tantos outros artistas justamente por esta rebeldia. 

    Alguns artistas mantêm viva essa chama. A cantora St. Vincent tem o costume demonstrado por ambos de mudar completamente de persona de álbum para álbum. Em 2019, seu disco Masseduction a pôs em um tecnopop com roupas de látex e uma sexualidade inegável; seu disco seguinte, Daddy’s Home (2022), foi um mergulho no funk americano dos anos 1970 com direito a uma peruca loira tipo Hebe Camargo; há duas semanas, uma nova fase em All Born Screaming, onde ela aparece extremamente crua, apostando em um rock que lembra as bandas de garagem dos nos 2000. Este, mais recente, nada tem de espetacular – exceto pelos solos de guitarra e por ela jamais ter perguntado a mim (ou a qualquer fã, ou a algoritmos nesse ou naquele site) que tendências ela deveria seguir. 

    Taylor parece seguir o mesmo caminho, e vive com seu The Tortured... um momento e inflexão na carreira. No seu auge, ela tem tantos olhos sobre si que mesmo uma obra sua não consegue tapar as crítica. Um olhar sobre o passado mostra que foi exatamente o que viveu Stevie Wonder nos anos 1970. 

    Assim como ela, Wonder ganhou três Grammys em um intervalo muito curto de tempo, sendo o último deles (Songs in the Key of Life) talvez o retrato definitivo da música americana no século XX.  Com todos os olhos do mundo sobre si (sem nenhum trocadilho), o cantor viajou para a África, voltou testando instrumentos inéditos em estúdio e, depois de três anos, se saiu com Journey Through the Secret Life of Plants, um trilha sonora estranhíssima para a época, extravagante em suas composições orquestrais e que vai de um pop acelerado a então recém-nascida música ambiente. Até uma marcha fúnebre aparece nesse jardim. 

    Não que a crítica tenha desaprovado a obra, mas a visão à época era que as músicas seriam “prolixas” e Stevie Wonder havia sido “ambicioso demais” e “vago”. Não era o que o público queria. Aos 29 anos, ele havia passado pelo ápice da sua carreira e desde então (e lá se vão 45 anos) o cantor mais influente da música americana vive de lotar estádios administrando os louros escritos quando ele ainda tinha 25 anos ou menos.

    A loirinha, vale dizer, faz 35 esse ano. 

    * 

    Se você tem sugestões de temas musicais, envie um email para [email protected] 

     

    As opiniões emitidas pelos colunistas não necessariamente refletem as opiniões de O Antagonista e Crusoé

    Edição Semana 407

    Ética a Andreas

    Rodolfo Borges Visualizar

    Carnaval sem saidinha

    Duda Teixeira Visualizar

    O escândalo do sofrimento: animais importam

    Dennys Xavier Visualizar

    O intervalo que não foi só show

    Wilson Pedroso Visualizar

    Trump, Maduro e os limites da soberania

    Letícia Barros Visualizar

    A escala 6x1 e a redução da jornada

    Roberto Ellery Visualizar

    Mais Lidas

    A mentira carnavalesca de Gleisi

    A mentira carnavalesca de Gleisi

    Visualizar notícia
    Brasil analisa acordo entre EUA e Argentina

    Brasil analisa acordo entre EUA e Argentina

    Visualizar notícia
    Cubanos "interruptos": sem trabalho e sem salário

    Cubanos "interruptos": sem trabalho e sem salário

    Visualizar notícia
    Elon Musk tenta escalar xAI enquanto executivos saem

    Elon Musk tenta escalar xAI enquanto executivos saem

    Visualizar notícia
    Flávio quer presidenciáveis de direita no governo, diz Valdemar

    Flávio quer presidenciáveis de direita no governo, diz Valdemar

    Visualizar notícia
    Lula está mesmo em briga com o Master?

    Lula está mesmo em briga com o Master?

    Visualizar notícia
    O fenômeno Takaichi

    O fenômeno Takaichi

    Visualizar notícia
    Por que André Ventura apanhou feio em Portugal

    Por que André Ventura apanhou feio em Portugal

    Visualizar notícia
    Quem o eleitor paulista prefere na ausência de Tarcísio

    Quem o eleitor paulista prefere na ausência de Tarcísio

    Visualizar notícia
    Randolfe viraliza por inaugurar comedouro de cano de PVC

    Randolfe viraliza por inaugurar comedouro de cano de PVC

    Visualizar notícia

    Tags relacionadas

    colunistas

    música

    Taylor Swift

    < Notícia Anterior

    A guerra Israel-Hamas, nos microfones do Eurovision

    11.05.2024 00:00 | 4 minutos de leitura
    Visualizar
    Próxima notícia >

    Latitude#77 Teaser: Lula não se entende com a esquerda da América Latina

    12.05.2024 00:00 | 4 minutos de leitura
    Visualizar

    Redação Crusoé

    Suas redes

    Twitter Instagram Facebook

    Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

    Comentários (1)

    Marcia Elizabeth Brunetti

    2024-05-11 19:18:40

    Gostei dessa descrição: Xuxa romântica da Pensilvânia. Kkkk. Mas acho que a Xuxa até se eternizou. Essa Taylor Swift sequer consigo identificar quem é quando escuto o rádio do carro. Como já está rica ela poderia encerrar sua carreira pelo mundo e se dedicar somente a Pensilvânia.


    Torne-se um assinante para comentar

    Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

    Comentários (1)

    Marcia Elizabeth Brunetti

    2024-05-11 19:18:40

    Gostei dessa descrição: Xuxa romântica da Pensilvânia. Kkkk. Mas acho que a Xuxa até se eternizou. Essa Taylor Swift sequer consigo identificar quem é quando escuto o rádio do carro. Como já está rica ela poderia encerrar sua carreira pelo mundo e se dedicar somente a Pensilvânia.



    Notícias relacionadas

    Toffolão em clima de Lava Jato

    Toffolão em clima de Lava Jato

    Leonardo Barreto
    12.02.2026 16:07 2 minutos de leitura
    Visualizar notícia
    Por que o Brasil cresce menos do que pode?

    Por que o Brasil cresce menos do que pode?

    José Inácio Pilar
    12.02.2026 11:03 3 minutos de leitura
    Visualizar notícia
    Os parabéns da Onu ao Irã

    Os parabéns da Onu ao Irã

    José Inácio Pilar
    12.02.2026 10:04 3 minutos de leitura
    Visualizar notícia
    Por que a Rússia bloqueou o WhatsApp

    Por que a Rússia bloqueou o WhatsApp

    Redação Crusoé
    12.02.2026 09:45 3 minutos de leitura
    Visualizar notícia
    Crusoé
    o antagonista
    Facebook Twitter Instagram

    Acervo Edição diária Edição Semanal

    Redação SP

    Av Paulista, 777 4º andar cj 41
    Bela Vista, São Paulo-SP
    CEP: 01311-914

    Acervo Edição diária

    Edição Semanal

    Facebook Twitter Instagram

    Assine nossa newsletter

    Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

    Crusoé, 2026,
    Todos os direitos reservados
    Com inteligência e tecnologia:
    Object1ve - Marketing Solution
    Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso