Formado há milhões de anos por conta do choque entre duas placas tectônicas, o vulcão Taftan esteve desacordado por cerca de 700 mil anos. Todavia, registros recentes indicam que a estrutura voltou a apresentar sinais de atividade.
Isso porque, segundo um estudo publicado na revista Geophysical Research Letters, seu cume parece ter inchado cerca de 9 centímetros nos últimos anos, o que indica um aumento de pressão sob a superfície.
Vale destacar que, embora seja o único vulcão ativo da região de Makran, localizada entre o Irã e o Paquistão, o Taftan sempre foi visto como estável. O surgimento do inchaço, portanto, gerou bastante preocupação.
Ainda mais considerando que, de acordo com especialistas, não há nenhum fator externo aparente que explique o fenômeno, o que indica que a atividade registrada pode estar relacionada a processos internos do próprio vulcão.
Uma das hipóteses mais aceitas é que o magma pode estar sendo impulsionado para cima por bolsas subterrâneas de água quente e vapor, e isso tem elevado a pressão interna do vulcão.
Risco de erupção de vulcão ainda é baixo
Após comprovar que o Taftan permanece ativo, os autores do estudo alertaram sobre a necessidade de revisar os riscos que o vulcão oferece para a região de Makran, atualizando assim os mapas de perigos geológicos.
Vale ressaltar que a estrutura tem quase 4 mil metros de altitude. E embora seu tamanho não necessariamente influencie no potencial destrutivo, ainda assim ela pode ser um fator para desencadear consequências ainda mais preocupantes.
No entanto, de acordo com os pesquisadores, o Taftan ainda não apresenta indícios iminentes de erupção, o que permite o desenvolvimento de uma estratégia eficaz de observação e resposta.
Os últimos registros confirmados de atividade do Taftan são de 1902, quando o vulcão emitiu fumaça. Há ainda relatos não confirmados de um pequeno fluxo de lava em 1992. Agora, a crescente pressão subterrânea pode marcar o início de sua primeira erupção em 700 mil anos.




