Se você costuma utilizar o seu carro e estacionar em vagas nas ruas de sua cidade, é bem provável que em algum momento você tenha sido abordado por algum flanelinha e até mesmo pago um determinado valor a ele. Isso escancara um problema s´´erio em grandescidadesbrasileiras: o que deveria ser um serviço público básico, estacionar em vias abertas, tem se tornado cada vez mais caro para motoristas.
Em alguns casos, parar o carro na rua pode custar até R$ 100, valor cobrado de forma irregular por flanelinhas. Denúncias recentes publicadas em uma reportagem elaborada pelo G1 mostram que a prática ocorre com frequência em áreas movimentadas, especialmente em regiões turísticas e de lazer no Rio de Janeiro.
No Aterro do Flamengo e na Glória, por exemplo, motoristas relatam cobranças elevadas mesmo em vagas públicas e sem qualquer estrutura formal.
Intimidação e cobrança sob pressão
Além dos valores abusivos, o que mais preocupa é a forma como essas cobranças são feitas. Segundo relatos, muitos motoristas se sentem coagidos a pagar para evitar danos aos veículos.
Há casos em que os valores variam entre R$ 40 e R$ 100, dependendo do movimento e da negociação feita no momento. A abordagem, frequentemente, envolve tom intimidatório, principalmente em dias de grande fluxo, como fins de semana.
Orientações ilegais para estacionar e risco de multas
Outro problema recorrente é a orientação equivocada dada por flanelinhas. Em alguns casos, motoristas são direcionados a estacionar em locais proibidos, como calçadas ou áreas sinalizadas como irregulares.
O resultado é duplo prejuízo: além de pagar pela vaga, o condutor pode ser multado ou até ter o veículo rebocado durante operações de fiscalização. Em ações recentes, autoridades registraram dezenas de infrações e encaminharam flanelinhas para delegacias, evidenciando a dimensão do problema.
Falta de denúncias dificulta combate
Apesar da recorrência das situações, especialistas apontam que a subnotificação ainda é um dos principais entraves para o enfrentamento do problema.
Muitos motoristas evitam registrar ocorrência, seja por medo de retaliação ou pela percepção de que a denúncia não trará resultados práticos. Isso contribui para a continuidade da prática em diversas regiões urbanas.
Estacionar: Um problema que vai além do Rio
Embora os casos mais recentes tenham ganhado destaque no Rio de Janeiro, situações semelhantes são relatadas em outras capitais brasileiras, indicando uma falha estrutural na gestão do espaço público.
A combinação de alta demanda por vagas, fiscalização irregular e ausência de políticas eficazes abre espaço para a atuação informal e, muitas vezes, abusiva de flanelinhas.





