O Banco Central (BC) incluirá, a partir de julho deste ano, as contas-salário como origem de operações de Pix Automático. Até então, apenas contas correntes e contas de pagamento podiam ser usadas para débitos automáticos, como assinaturas e contas recorrentes. Com a nova regra, trabalhadores poderão autorizar pagamentos automáticos diretamente da conta-salário.
A medida visa ampliar o alcance do Pix e facilitar a gestão financeira de milhões de brasileiros. No entanto, a regra serve apenas a operações com recebedores autorizados pelo Banco Central. Transações internas entre instituições financeiras seguem normas próprias já estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.
Mais mudanças
Além da inclusão de contas-salário no Pix, há outras mudanças em análise, como a cobrança híbrida, que combina o boleto bancário tradicional com o QR Code do Pix em um único documento. Essa funcionalidade permitirá que o consumidor escolha pagar via Pix ou por código de barras, sem necessidade de emitir dois instrumentos separados
De acordo com especialistas, essa medida deve simplificar o processo para as empresas e melhorar a experiência do pagador, especialmente no comércio eletrônico e nos serviços de assinatura. O Banco Central atuará na definição de regras para evitar pagamentos duplicados e aprimorar a comunicação entre instituições e clientes em caso de falhas.
Além da cobrança híbrida, o BC também está trabalhando na melhoria do botão de contestação do Pix, que aciona o Mecanismo Especial de Devolução (MED). A proposta é permitir que as instituições financeiras coletem mais informações no momento da solicitação, ajudando a diferenciar casos legítimos de fraude de desacordos comerciais.
O objetivo da mudança na contestação é garantir mais segurança aos usuários e reduzir o uso indevido da contestação, evitando golpes.
Trocas no campo de “descrição”
O BC também estuda possíveis mudanças no campo de “descrição”, que permite escrever uma mensagem vinculada ao Pix. Segundo especialistas, o campo de descrição era amplamente utilizado para enviar mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras, geralmente associadas a valores baixos.
Para enfrentar o problema, será criado um grupo de trabalho específico, com propostas previstas para junho de 2026. Entre as diretrizes estão ações educativas para os usuários, preservação da experiência de pagamento, transparência sobre eventuais filtros e critérios proporcionais na aplicação das regras.
O objetivo desse estudo é promover novas mudanças para evitar abusos, sem comprometer a fluidez e a simplicidade do Pix, que se tornou um dos principais meios de pagamento do país.




