Os preços dos ovos de chocolate nas gôndolas estão ficando mais altos do que muitos consumidores esperavam na Páscoa deste ano. A principal razão está na matéria‑prima do chocolate: o cacau.
Entre 2023 e 2024, eventos climáticos adversos afetaram a produção de cacau em grandes países produtores, desequilibrando a oferta e a demanda no mercado global.
Esse desbalanceamento fez com que as cotações da tonelada do cacau subissem, e parte do aumento foi repassada para as indústrias de chocolate e, posteriormente, para os preços ao consumidor.
Mesmo com uma queda recente no preço internacional do cacau, que hoje oscila entre US$ 3 mil e US$ 5 mil por tonelada nas bolsas de Nova York, os estoques atuais das fabricantes ainda refletem valores mais altos comprados no passado, o que deve manter os ovos de Páscoa mais caros nos supermercados.
Perspectivas para a produção de cacau
As expectativas para os próximos meses, segundo dados da Organização Internacional do Cacau (ICCO), apontam um superávit de oferta até o fim de 2026, sinalizando uma melhora na disponibilidade do produto depois dos choques climáticos dos anos anteriores.
No entanto, os especialistas alertam que problemas climáticos seguem como um risco importante para a cadeia produtiva do cacau, já que extremos de temperatura e chuva podem afetar a produção com pouca antecedência.
Impacto no Brasil
No Brasil, a indústria de chocolates ainda depende em grande parte da importação de amêndoas de cacau, o que a torna sensível às oscilações de preços no mercado internacional. Apesar de um cenário menos tenso do que nos últimos anos, produtores e fabricantes observam 2026 com cautela.
Em resumo, os ovos de chocolate não devem estar mais baratos neste ano de Páscoa, em grande parte por causa dos custos e restrições de oferta ao longo da cadeia produtiva do cacau, mesmo com algumas melhorias na cotação da matéria‑prima.





