Uma pequena alteração na trajetória de um asteroide pode ser suficiente para evitar uma colisão com a Terra no futuro. Essa é a conclusão de um estudo que analisou os efeitos da missão DART (Double Asteroid Redirection Test), realizada pela NASA para testar métodos de defesa planetária.
Experimento da NASA mudou trajetória de asteroide
Em 2022, a missão DART colidiu deliberadamente com o asteroide Dimorphos, um pequeno satélite natural do asteroide Didymos.
A nave espacial foi lançada em 2021 com o objetivo de testar se seria possível desviar um corpo celeste potencialmente perigoso para a Terra.
O impacto ocorreu a cerca de 22.500 km/h e alterou a órbita de Dimorphos ao redor de Didymos, encurtando seu período orbital em aproximadamente 32 minutos.
Além disso, cientistas descobriram que a colisão também modificou ligeiramente a trajetória do sistema de asteroides ao redor do Sol.
Mudança mínima pode evitar catástrofes
A alteração na órbita solar foi extremamente pequena, cerca de 150 milissegundos por volta ao redor do Sol. Apesar de parecer insignificante, especialistas afirmam que mudanças mínimas aplicadas com antecedência podem fazer grande diferença ao longo de anos ou décadas.
Segundo os pesquisadores, se um asteroide fosse identificado com rota de colisão com a Terra, bastaria alterar ligeiramente seu movimento para que ele passasse longe do planeta.
Esse tipo de estratégia funciona porque, no espaço, pequenas mudanças acumuladas ao longo do tempo podem resultar em grandes diferenças de posição.
Detritos ampliaram o efeito da colisão
Os cientistas também descobriram que o impacto da nave não foi o único fator responsável pela alteração da trajetória.
A colisão gerou uma grande nuvem de poeira e fragmentos que se espalhou pelo espaço e acabou aumentando o empurrão aplicado ao asteroide, amplificando o efeito da deflexão.
Esse fenômeno mostrou que uma missão de impacto pode ser ainda mais eficaz do que se imaginava, já que os detritos ejetados contribuem para alterar a velocidade do asteroide.
NASA: Defesa planetária é prioridade científica
A pesquisa faz parte de um esforço global para desenvolver estratégias de defesa planetária, área da ciência dedicada a identificar e desviar objetos espaciais que possam representar risco para a Terra.
Cientistas acreditam que, com monitoramento antecipado e tecnologia adequada, seria possível evitar catástrofes provocadas por grandes impactos cósmicos.
Embora Dimorphos nunca tenha representado ameaça ao planeta, o experimento demonstrou que a humanidade já conta com ferramentas iniciais para proteger a Terra de um possível asteroide no futuro, bastando, em alguns casos, um pequeno desvio na trajetória para evitar um desastre global.





