O alerta global de 2024 destacou um marco alarmante: os níveis de gases de efeito estufa atingiram novos recordes.
Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o dióxido de carbono (CO2) atingiu uma concentração de 422,1 partes por milhão (ppm). Tais dados apontam para impactos visíveis das atividades humanas no clima global.
A temperatura média em 2024 aumentou mais de 1,6 °C em relação aos níveis pré-industriais, rompendo limites críticos propostos pelo Acordo de Paris. Este aumento tem alimentado eventos climáticos extremos em várias regiões.
Florestas tropicais e oceanos, fundamentais na absorção de CO2, mostram-se cada vez mais esgotados. Incêndios florestais e a queima de combustíveis fósseis contribuem para o agravamento desse cenário.
Desafios globais e ameaças climáticas
Além do CO2, os níveis de metano e óxido nitroso também dispararam em 2024. Este acréscimo alavanca um ciclo de alta emissão e baixa absorção natural, piorando a situação climática.
O metano, por exemplo, é emitido principalmente por atividade agrícola e pela exploração de combustíveis fósseis. O óxido nitroso, associado a fertilizantes agrícolas, também subiu.
Durante o fenômeno El Niño, que resulta em águas do Pacífico aquecidas, notou-se uma redução na absorção de gases pela natureza. Isso aumentou o calor atmosférico, intensificando o aquecimento global, especialmente na América do Sul, agravado por secas e incêndios florestais.
Reuniões internacionais e ações necessárias
Está programado para novembro um evento climático importante: a COP 30 em Belém, no Brasil. Quase 200 nações discutirão metas urgentes para reduzir emissões e cumprirem o Acordo de Paris.
O objetivo será desenhar soluções práticas e adaptáveis, considerando os desafios e capacidades específicas das economias globais.
Estas discussões são fundamentais para promover uma transição eficiente para energias limpas. Controlar emissões não é apenas uma questão ambiental, mas essencial para a estabilidade econômica e social.




