Com 4,19 milhões de quilômetros quadrados só no território brasileiro, a Amazônia é considerada um dos ecossistemas com maior biodiversidade do planeta, abrigando cerca de 10% de todas as espécies conhecidas no mundo.
E de acordo com uma pesquisa recente, conduzida por especialistas da Universidade Federal de Roraima (UFRR), a floresta já teria abrigado até mesmo dinossauros, que teriam habitado a região há mais de 103 milhões de anos.
Vale lembrar que, até então, nenhum registro que confirmasse a presença desses animais na porção brasileira do bioma havia sido encontrado. No entanto, esse cenário mudou após buscas direcionadas à Bacia do Tacutu, no município de Bonfim, no norte de Roraima.
Na região, os cientistas identificaram dezenas de pegadas preservadas em rochas do período jurássico-cretáceo, que por sua vez, parecem pertencer a grupos distintos de dinossauros.
Mesmo não tendo conseguido definir de forma precisa quais espécies passaram pelo local, os pesquisadores envolvidos na descoberta acreditam que os registros podem pertencer às seguintes criaturas:
- Raptores: de pequeno a médio porte, estes animais geralmente caçavam em bandos e eram rápidos e inteligentes;
- Ornitópodes: conhecidos como “pés de ave”, estes dinossauros possuíam bicos córneos e dentes especializados para mastigar vegetação;
- Tireóforos: conhecidas por suas notáveis características de blindagem corporal, estas criaturas contavam com placas ósseas incrustadas em sua pele.
Descoberta pode revelar mais sobre o passado da Amazônia
É importante destacar que o estudo sobre a possibilidade da existência de dinossauros na Amazônia foi iniciado em meados de 2014, mas precisou ser interrompido por falta de equipamentos e especialistas.
Contudo, conforme divulgado pelo portal TNH1, a chegada de novas técnicas e ferramentas de análise permitiu que ele finalmente fosse continuado a partir de 2021 e, com isso, alcançasse os resultados divulgados.
A exposição das rochas na região amazônica sempre dificultou descobertas paleontológicas. Todavia, com o avanço e a maior precisão dos recursos tecnológicos, cientistas estimam que novos mapeamentos na Bacia do Tacutu podem revelar ainda mais informações sobre o passado do local.




