Uma pesquisa recente, realizada por especialistas da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade Federal de Alfenas (Unifal), revelou a existência de um grande risco ao qual muitas crianças brasileiras estão expostas.
Isso porque, de acordo com o que foi divulgado, muitos brinquedos plásticos à venda no país apresentaram níveis alarmantes de substâncias tóxicas, ultrapassando em até 15 vezes o limite permitido.
Dentre os produtos analisados, a grande maioria apresentou grandes concentrações de bário, que pode levar ao desenvolvimento de problemas cardíacos e neurológicos. Além disso, substâncias como chumbo, antimônio e crômio também apareceram entre as amostras.
Para obter os resultados, a equipe utilizou a técnica de espectrometria de massa com plasma indutivamente acoplado (ICP-MS), que pode detectar metais e não metais em concentração mínima, e realizou uma simulação de exposição oral através de uma digestão ácida assistida por micro-ondas.
A análise apontou que o risco varia conforme a concentração dos elementos e o tempo de exposição da criança, mas a equipe afirmou que isso não diminui o perigo, principalmente por conta dos elevados níveis de metais nos produtos.
Pesquisadores analisaram origem da contaminação dos produtos
Além de analisar a concentração de substâncias em si, o estudo da equipe também teve como objetivo entender a origem da contaminação, e assim descobrir como as substâncias chegaram a níveis tão altos.
Curiosamente, foi constatado que brinquedos de cor bege apresentaram os maiores níveis de metais em sua composição, o que indica que o fornecedor da tinta usada na pintura pode ser um dos focos do problema (via Olhar Digital).
Em entrevista à Agência FAPESP, o professor Bruno Alves Rocha, do Instituto de Química da Unifal, afirmou que este não é o primeiro estudo a apresentar resultados alarmantes. Por conta disso, ele defendeu a aplicação de ações urgentes para ampliar a segurança para crianças.




