Apesar de afetar milhões de pessoas ao redor de todo o mundo, o Alzheimer ainda não tem cura. Contudo, já existem diversas opções de tratamento para controlar os sintomas e retardar a progressão da doença, incluindo remédios.
E de acordo com a empresa Novo Nordisk, a criadora do Ozempic, a versão oral de seu famoso medicamento para tratamento de diabetes tipo 2 apresentou um forte potencial para se tornar mais uma opção de combate ao transtorno neurodegenerativo.
Estudos de menor escala e experimentos com animais já apontavam que os remédios da classe GLP-1 poderiam ajudar a desacelerar o declínio cognitivo ou reduzir a neuroinflamação. No entanto, sua eficácia contra o Alzheimer só poderia ser confirmada por meio de ensaios clínicos mais completos.
A Novo então decidiu conduzir novos testes com uma versão oral da semaglutida, que por sua vez levou a melhorias nos biomarcadores relacionados à doença. Em contrapartida, o tratamento não retardou sua progressão.
Por conta disso, nesta segunda-feira (24), a empresa dinamarquesa admitiu que o medicamento pode não atender a verdadeira necessidade do Alzheimer, e afirmou que estudos futuros sobre a possibilidade de uso para tratamento serão descontinuados.
Resultados do teste de Alzheimer afetaram ações da empresa
É importante destacar que, mesmo não tendo conseguido demonstrar eficácia contra o Alzheimer, o Ozempic ainda se destaca por conta de seus diversos outros benefícios à saúde, que vão da perda de peso ao potencial auxílio no tratamento de vícios.
Entretanto, isso infelizmente não impediu o impacto nas ações da Novo Nordisk, que sofreram quedas significativas logo após o anúncio sobre os resultados dos testes de Alzheimer.
Vale destacar que ao aumento da concorrência no mercado de perda de peso já vinha pressionando a empresa a reavaliar os preços de seus medicamentos. Com a recente queda nas ações, a Novo pode acabar sendo obrigada a promover novos ajustes.




