A imagem de Kim Jong-un no cenário internacional costuma estar associada a poder absoluto, isolamento político e tensão militar. Ainda assim, por trás do líder supremo da Coreia do Norte, existe uma vida pessoal que foge, ao menos em parte, desse estereótipo: ele é casado.
A esposa do governante, Ri Sol-ju, começou a aparecer publicamente apenas em 2012, pouco tempo após Kim assumir o poder, sucedendo seu pai, Kim Jong-il. Desde então, sua presença tem sido cuidadosamente controlada pelo regime, o que contribui para o mistério em torno de sua história.
Uma figura discreta em um regime fechado
De acordo com alguns veículos de imprensa, com o The Guardian, antes de se tornar primeira-dama, Ri Sol-ju teria sido cantora, embora sua trajetória anterior tenha sido amplamente obscurecida pelo regime, o que é comum em estruturas políticas altamente controladas.
Ainda conforme uma publicação do The Guardian, a mídia ocidental passou a compará-la a Kate Middleton, Princesa de Gales, casada com o Príncipe William, especialmente por seu estilo elegante e aparições públicas bem calculadas. Apesar disso, a comparação é mais estética do que factual, já que Ri vive sob um sistema político completamente distinto e altamente restritivo.
Casamento e papel da primeira-dama
Em entrevista à BBC Mundo, Sierra Madden, colaboradora da North Korea Leadership Watch, uma página na internet especializada na cúpula de poder norte-coreana, comentou que o casamento entre Kim Jong-un e Ri Sol-ju ocorreu por volta de 2009 e 2010, embora o regime nunca tenha confirmado oficialmente a data. Há indícios de que a união tenha sido estratégica, seguindo tradições políticas e familiares da elite governante.
Em regimes autoritários como o da Coreia do Norte, figuras como Ri Sol-ju cumprem um papel simbólico importante. Sua presença em eventos culturais, visitas a instituições e aparições ao lado do marido ajudam a humanizar a liderança, ainda que de forma controlada.





