Por acreditarem se tratar de um momento de inatividade cerebral, em que as informações são apenas absorvidas e não processadas, muitas pessoas mais velhas criticam o hábito de maratonar séries e programas de TV.
Entretanto, uma pesquisa recente, realizada por especialistas da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, revelou que, na realidade, a prática pode trazer efeitos muito positivos para o cérebro.
Conforme divulgado na revista científica Acta Psychologica, os pesquisadores analisaram cerca de 303 participantes, que responderam um questionário sobre diferentes mídias. E de acordo com o que foi observado, as tramas de séries marcaram muito mais a memória das pessoas.
Mais do que isso, a grande maioria dos candidatos continuou refletindo sobre as questões apresentadas nas produções, mesmo depois de maratoná-las, demonstrando um envolvimento maior com as narrativas.
Com isso, os cientistas observaram não apenas um alívio na tensão, indicando a diminuição do estresse, bem como um estímulo à imaginação, confirmando o potencial das séries de incentivar a criatividade e fortalecer a memória.
Hábito agridoce: maratonar séries ainda apresenta riscos
Apesar dos resultados favoráveis obtidos pela pesquisa, o hábito de maratonar séries ainda pode provocar efeitos prejudiciais, e por conta disso, não deve ser praticado com frequência.
Afinal, a frequência pode levar a problemas como declínio cognitivo, ansiedade, sedentarismo e solidão, além de causar dores, problemas de circulação e até mesmo afetar o sono.
Sendo assim, para atingir os efeitos benéficos apontados pelo estudo da Universidade da Geórgia, é fundamental desenvolver o hábito de forma saudável, adotando as seguintes práticas:
- Definir limites diários ou semanais para assistir séries e segui-los à risca;
- Alongar-se durante e após as maratonas para ajustar a postura;
- Incluir a prática de atividades físicas na rotina;
- Priorizar o sono, evitando assistir a séries antes de dormir;
- Manter interações sociais constantes para combater a solidão.




