A seca severa na Amazônia, que ocorreu de 2023 a 2024, gerou preocupações globais e levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a emitir um sério alerta sobre seus impactos devastadores.
Em julho deste ano, o período de estiagem afetou o ecossistema e as comunidades ribeirinhas dos estados do Amazonas, Acre, Roraima, Amapá, Rondônia e Pará, conforme relatado por fontes locais.
Em Tefé (AM), o nível da água atingiu uma nova mínima histórica, ilustrando a gravidade da crise. O fenômeno climático El Niño trouxe calor intenso e reduziu as chuvas, exacerbando o ciclo de seca. A continuidade do desmatamento intensifica a vulnerabilidade ambiental da região.
Impactos e reação das comunidades
Durante a seca, os níveis dos rios na Amazônia, como o Rio Negro, diminuíram drasticamente, comprometendo a navegação essencial para o transporte de alimentos e produtos.
A indústria e as comunidades locais enfrentaram aumento nos custos logísticos, e a vida aquática sofreu com mortes de espécies sensíveis às mudanças de temperatura, incluindo botos e peixes.
O modo de vida tradicional dos ribeirinhos, que depende do equilíbrio natural da floresta, está ameaçado.
Desmatamento e seus efeitos no ciclo hidrológico
O desmatamento na Amazônia é um fator vital na intensificação da seca. A remoção da cobertura vegetal altera a evapotranspiração, um processo vital para a reciclagem de umidade na floresta.
Estudos indicam que a perda de árvores já comprometeu de 20% a 30% das chuvas na estação seca do sul e sudoeste da Amazônia nos últimos 35 anos.
Com a cobertura florestal reduzida, chuvas tornam-se irregulares, evidenciando o ciclo de degradação ambiental agravado pelo aquecimento global.




