O Novo Desenrola Brasil já renegociou cerca de R$ 10 bilhões em dívidas de mais de 1 milhão de CPFs, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
O dado foi divulgado nesta quinta-feira, 21 de maio, e mostra a dimensão inicial do programa criado pelo Governo Federal para reorganizar dívidas de consumidores.
Como funciona o programa
De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o Novo Desenrola permite a renegociação de dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026.
A operação ocorre por meio de um novo crédito, com taxa de juros limitada a 1,8% ao mês.
A proposta é reunir débitos antigos em uma nova linha de financiamento, com prazo maior e custo controlado. Com isso, o consumidor pode quitar pendências, limpar o nome e voltar a ter acesso a crédito.
Além disso, o programa mira pessoas físicas com dívidas de consumo, como contas bancárias, cartões, empréstimos e outros compromissos financeiros. As condições dependem da adesão das instituições financeiras e da análise de cada caso.
Próxima etapa
Durigan também afirmou que o governo prepara uma versão voltada a pessoas adimplentes, ou seja, consumidores que pagam as contas em dia, mas enfrentam crédito caro. Segundo o ministro, essa nova etapa deve sair nas próximas semanas.
A ideia é reduzir o custo de dívidas já existentes, mesmo quando não há inadimplência. Na prática, o governo tenta ampliar o alcance do programa para famílias que não estão negativadas, mas comprometem parte relevante da renda com juros.
Endividamento em foco
O Novo Desenrola faz parte de uma estratégia para reduzir o peso das dívidas no orçamento das famílias. No entanto, a renegociação não elimina a necessidade de planejamento financeiro.
Antes de contratar novo crédito, o consumidor deve comparar taxa, prazo, valor final e parcela mensal. Assim, a quitação de dívidas antigas pode aliviar o orçamento sem criar um novo problema financeiro.





