Nos últimos anos, a Tesla, comandada pelo bilionário Elon Musk, tem ampliado seus esforços na área de robótica, com o objetivo de desenvolver o primeiro assistente automatizado totalmente funcional.
Contudo, um incidente recente, que ocorreu na unidade de Austin, no Texas, levantou sérias questões sobre a segurança da tecnologia, pois um engenheiro acabou sendo atacado por um dos robôs.
A máquina, que deveria estar inativa para manutenção, era uma das responsáveis pelo corte de peças de alumínio recém-fundidas, e acabou imobilizando o funcionário ao encravar suas garras metálicas no corpo do homem.
De acordo com os registros, o engenheiro ficou gravemente ferido nas costas e em um braço. Testemunhas descreveram a cena como “um rastro de sangue no chão”, evidenciando a intensidade do ataque.
Curiosamente, o relatório também mostrou que o engenheiro não pediu afastamento médico após o incidente. Por conta disso, o caso ainda reacendeu discussões sobre a pressão sobre funcionários que atuam em ambientes dominados por robôs.
Segurança de fábrica da Tesla é alvo de frequentes críticas
Embora a cautela com a automação tenha se tornado central nos debates após a divulgação do incidente, a fábrica da Tesla no Texas já vinha sendo alvo de críticas há algum tempo.
Isso porque a unidade já vinha apresentando níveis de acidentes de trabalho superiores aos de grande parte das indústrias dos Estados Unidos há algum tempo. Consequentemente, as condições laborais passaram a ser amplamente discutidas e criticadas.
Entre os tópicos mais discutidos por especialistas em segurança do trabalho, está a dúvida sobre se a fábrica oferece condições apropriadas para sustentar a expansão da automação sem riscos adicionais. E o caso divulgado recentemente intensificou ainda mais este questionamento.
Até o momento, a Tesla não se pronunciou sobre o ocorrido. E caso o silêncio persista, é muito provável que a confiança do público nos planos da empresa seja abalada.




