O Governo Federal lança nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, em São Paulo, o Move Aplicativos, linha de crédito voltada a motoristas de aplicativo e taxistas.
O Ministério dos Transportes informou que o programa terá condições especiais para financiar veículos, manutenção e capital de giro. O presidente da república deve participar do evento de assinatura da medida provisória.
Prazo maior no financiamento
A proposta amplia o prazo de pagamento para motoristas que precisam comprar, trocar ou reformar o veículo usado no trabalho.
A apuração inicial indica prazo de até 72 meses. No entanto, o governo ainda deve detalhar juros, bancos participantes, limite de crédito e regras de adesão.
Além disso, a linha busca reduzir o peso das parcelas. Para motoristas, o carro representa instrumento de trabalho. Por isso, prazo, manutenção e custo do financiamento afetam diretamente a renda mensal.
Categoria já cobrava crédito
A criação de uma linha específica para taxistas já aparecia em discussão no governo. Em abril, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que sindicatos de taxistas pediram financiamento com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
O ministro Luiz Marinho afirmou que o tema já estava em debate dentro do governo.
Agora, o Move Aplicativos amplia o foco e inclui motoristas de plataformas digitais. Com isso, o programa mira trabalhadores que dependem do carro para gerar renda todos os dias.
O que falta saber
O governo ainda precisa informar as condições completas. Entre os pontos esperados estão taxa de juros, exigência de comprovação profissional, documentação, tipo de veículo aceito e bancos operadores.
Também falta esclarecer se taxistas e motoristas de aplicativo terão as mesmas regras. Além disso, o programa deve indicar se veículos elétricos, híbridos ou usados entram na linha.
Atenção antes de contratar
Motoristas devem aguardar os canais oficiais antes de fechar o financiamento. Assim, evitam ofertas falsas ou contratos que usem o nome do programa sem autorização.
Depois do lançamento, bancos e ministérios devem informar prazos, documentos e etapas para adesão.




