Mesmo não sendo sempre fatal, o câncer de pâncreas é considerado um dos mais perigosos, principalmente por conta da dificuldade de detecção, que compromete muitos dos métodos de tratamento.
Contudo, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos podem ter encontrado uma estratégia mais eficaz para combater a doença, apesar da complexidade.
De acordo com um estudo divulgado recentemente pela revista científica Redox Biology, a medida tem como foco a “desativação” das proteínas fator efetor redox-1 (Ref-1) e peroxirredoxina-1 (PRDX1), que influenciam na resistência aos tratamentos.
Abundantes em tumores pancreáticos, elas agem auxiliando no crescimento e no avanço da doença, respectivamente. Portanto, a interrupção de sua ação é essencial para garantir o sucesso de métodos como a quimioterapia e a imunoterapia.
Ao conseguir impedir a atuação das proteínas, os pesquisadores verificaram que as células cancerígenas do pâncreas se tornaram muito mais sensíveis, facilitando assim o combate à doença.
Novo método pode ser efetivo contra outros tipos de câncer
Embora os primeiros testes tenham sido realizados com foco no combate ao câncer de pâncreas, os cientistas já observam a possibilidade de adotar o novo método de “desativação” de proteínas em outros tipos da doença.
Inclusive, de acordo com Melissa Fishel, coautora do estudo, a abordagem pode oferecer uma resposta definitiva no tratamento contra cânceres mais agressivos, constituindo uma ferramenta crucial para assegurar sua eficácia.
Descoberta exige mais pesquisas antes de ser aplicada no tratamento de câncer
Por mais que os resultados tenham sido promissores, o novo método foi testado apenas em camundongos e ainda precisa de muito desenvolvimento antes de ser adotado na prática médica.
Além disso, os próprios pesquisadores reconhecem que o estudo tem limitações e reforçam que são necessárias pesquisas mais aprofundadas e testes em humanos para garantir que o tratamento funcione de forma segura.




