A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 17 de maio de 2026, emergência de saúde pública de importância internacional para o surto de ebola causado pelo vírus Bundibugyo na República Democrática do Congo e em Uganda.
A decisão ocorreu após consulta aos países afetados e ao Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional.
Além disso, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) confirmou a morte de três voluntários da Cruz Vermelha da República Democrática do Congo, na província de Ituri.
Segundo a entidade, Alikana Udumusi Augustin, Sezabo Katanabo e Ajiko Chandiru Viviane provavelmente contraíram o vírus durante atividades de manejo de corpos em 27 de março.
A IFRC informou que, no momento da ação, a comunidade ainda não sabia da presença do surto. Por isso, os três aparecem entre as primeiras vítimas conhecidas da nova emergência sanitária.
OMS pede resposta coordenada
Segundo a OMS, a situação representa risco “muito alto” para a República Democrática do Congo e risco “alto” para Uganda. Até 22 de maio, Uganda havia registrado dois casos confirmados, ambos ligados a áreas congolesas com transmissão documentada.
O organismo recomendou que os países afetados declarem emergência de saúde em nível nacional ou subnacional.
Além disso, orientou a ativação de centros de operações, vigilância reforçada, rastreamento de contatos, testes laboratoriais e sepultamentos seguros.
A OMS também destacou que não há vacina ou tratamento aprovado contra o vírus Bundibugyo.
Portanto, a contenção depende de medidas clássicas de saúde pública, como isolamento, diagnóstico rápido e comunicação com comunidades afetadas.
Brasil mantém risco baixo
No Brasil, o Ministério da Saúde informa que o risco de contrair ebola é baixo para a maioria da população.
Ainda assim, a pasta orienta atenção às pessoas que viajaram para áreas com transmissão e apresentaram sintomas compatíveis.
Com isso, a emergência internacional exige vigilância em viagens, resposta rápida a casos suspeitos e cooperação entre autoridades sanitárias.
A OMS afirma que as recomendações temporárias devem respeitar direitos humanos, dignidade e liberdades fundamentais.





