A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um medicamento inédito no Brasil para o tratamento do diabetes tipo 1.
O Tzield (teplizumabe), é o primeiro capaz de retardar o surgimento da forma clínica da doença, representando um avanço importante no manejo dessa condição crônica.
Medicamento pode atrasar avanço do diabetes
O novo tratamento atua antes mesmo do aparecimento dos sintomas mais evidentes do diabetes tipo 1. Ele é indicado para adultos e crianças a partir de 8 anos que já apresentam sinais iniciais da doença, mas ainda não desenvolveram completamente o quadro clínico.

De acordo com especialistas, o medicamento age preservando as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina e que são destruídas pelo sistema imunológico em pacientes com diabetes tipo 1.
Estudos clínicos mostraram que o tratamento pode adiar o surgimento da doença em cerca de dois anos, além de reduzir o risco de o paciente precisar iniciar o uso de insulina nesse período.
Mudança no tratamento da doença
Especialistas apontam que a aprovação representa uma mudança importante na forma de lidar com o diabetes tipo 1.
Até agora, os tratamentos disponíveis focavam principalmente em controlar a glicose e repor insulina após o diagnóstico, quando o dano às células do pâncreas já está estabelecido.
Com o novo medicamento, passa a existir a possibilidade de intervir ainda na fase inicial da doença, retardando sua progressão e permitindo que pacientes e famílias tenham mais tempo para se preparar para o tratamento de longo prazo.
Entenda o diabetes tipo 1
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune e crônica em que o sistema imunológico destrói as células produtoras de insulina do pâncreas. A condição costuma surgir na infância ou adolescência, mas também pode aparecer em adultos.
Entre os sintomas mais comuns estão sede excessiva, perda de peso, fadiga e visão turva. Sem tratamento, o quadro pode levar a complicações graves, como problemas cardiovasculares, renais e oculares.
A aprovação do novo medicamento no país abre caminho para uma abordagem mais precoce da doença e amplia as opções terapêuticas disponíveis para pacientes em estágios iniciais do diabetes tipo 1.




