Nos últimos anos, a incidência de câncer de tireoide aumentou de forma expressiva em diversos países. Esse avanço tem chamado a atenção de especialistas, já que, embora seja um tipo de câncer com altas chances de cura, seu crescimento tem sido mais rápido do que o observado em outras formas da doença.
Nos Estados Unidos, a taxa de incidência desse câncer mais que triplicou desde 1980. Na Bahia, Brasil, os casos dobraram em cinco anos, de 2018 a 2023. Mas o que está causando este aumento?
Exposição à radiação: um fator consistente
A radiação é um conhecido fator de risco. As pessoas estão mais expostas a exames médicos como tomografias computadorizadas e raios X do que nunca.
Estes procedimentos geram doses significativas de radiação, que a longo prazo, especialmente em crianças, podem aumentar o risco de câncer de tireoide.
Estudos indicam que, nos Estados Unidos, 3.500 casos anuais de câncer de tireoide podem ser associados a exames de tomografia.
Melhoria nos diagnósticos
Nas décadas de 1980 e 1990, avanços como a ultrassonografia e a punção aspirativa por agulha fina permitiram detectar nódulos da tireoide que, antes, passavam despercebidos.
Essa melhoria nas técnicas de diagnóstico certamente contribui para o aumento dos casos documentados, mas não é a única explicação. A identificação de microcarcinomas muitas vezes leva a tratamentos invasivos, o que está sendo revisado à luz das práticas modernas.
Impacto do estilo de vida e obesidade
A obesidade, problema crescente, é frequentemente apontada como fator de risco para problemas de saúde, incluindo câncer de tireoide.
Estudos indicam que pessoas com alto índice de massa corporal têm mais de 50% de chance de desenvolver câncer de tireoide em comparação com aquelas com peso saudável. O sedentarismo e a dieta inadequada, características do estilo de vida moderno, também podem intensificar a agressividade dos tumores.
Os fatores que contribuem para o aumento do câncer de tireoide são complexos e multifacetados. Incluem melhorias nas técnicas diagnósticas, mudanças no estilo de vida e aumento da exposição a radiações.
Atualmente, a comunidade médica segue investigando esses fatores, visando reduzir a incidência da doença. Pesquisas futuras são essenciais para desenvolver métodos de triagem ainda mais eficazes e estratégias de tratamento menos invasivas.




