Recentemente, os moradores da cidade do Rio de Janeiro foram surpreendidos por um novo anúncio de aumento nas tarifas do metrô, que elevaria o valor das passagens para R$ 8,20.
Apesar de estar prevista no contrato de concessão, a decisão foi duramente criticada pela população carioca, que já arca, há alguns anos, com valores que são considerados os mais altos do país.
E vale destacar que os questionamentos parecem ter sido ouvidos pelo governo do estado, pois nesta quarta-feira (25), o governador Cláudio Castro (PL) utilizou suas redes sociais para confirmar a anulação do reajuste, que estava programado para ocorrer em abril.
Na publicação, Castro afirmou que o estado destinará cerca de R$ 37 milhões em recursos para manter a tarifa atual de R$ 7,90 até o final do ano, evitando assim o segundo aumento consecutivo do valor.
O governador destacou ainda que os reajustes elevados são resultado de acordos firmados em gestões anteriores. Apesar disso, conforme divulgado pelo jornal O Globo, a Secretaria de Estado de Transportes e Mobilidade Urbana (Setram) foi acionada para buscar soluções que atendam tanto aos usuários quanto ao Metrô Rio.
Tarifa social do metrô será mantida
Ainda em sua postagem sobre o tema, Castro também confirmou que a Tarifa Social, oferecida a usuários que estão cadastrados no programa do Bilhete Único Intermunicipal (BUI), também será mantida em 2026.
Vale lembrar que o benefício, que permite que cidadãos paguem apenas R$ 5 pela passagem, estaria válido somente até o dia 11 de abril. Contudo, segundo o governador, ele também continuará em vigor até o final do ano.
Em nota, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) ressaltou a importância de ampliar subsídios de Tarifa Social para um número ainda maior de usuários do metrô, extinguindo limitações.




