Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) confirmaram, que a Casa de Pedra, localizada no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR), ao sul de São Paulo, tem um pórtico de entrada de 197 metros.
Esse feito potencializa a caverna a ser reconhecida como a maior boca de caverna do mundo pelo Guinness Book.
O estado de São Paulo abriga em suas terras mais de 700 cavernas, que, apesar de pouco exploradas, começam a ganhar atenção pela sua singularidade geológica.
Um patrimônio mundial
A Casa de Pedra destaca-se não apenas por suas dimensões impressionantes, mas também pela complexidade de sua formação geológica.
Localizada em uma unidade de conservação que recentemente foi reconhecida como Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO, ela resguarda um ecossistema rico e diverso.
Desafios na pesquisa e preservação
O acesso à Casa de Pedra é restrito e desafiador, envolvendo trilhas que atravessam terrenos escorregadios e rios.
Desde 2003, após um trágico acidente causado por uma tromba d’água, a caverna permanece fechada ao público. No entanto, os recentes avanços tecnológicos permitiram aos pesquisadores da USP realizar medições empregando tecnologia de escaneamento a laser 3D.
A confirmação das características da caverna reforça sua relevância como uma incrível maravilha natural e como um ponto de interesse científico.
Potencial turístico e científico para São Paulo
Apesar de seu fechamento ao público, a Casa de Pedra continua sendo foco de interesse científico. Pesquisadores utilizam tecnologia avançada para monitorar a hidrologia do rio Maximiano, que percorre seu interior.
O objetivo principal é estabelecer condições seguras para uma possível reabertura, sem comprometer a conservação do meio ambiente que a envolve.
Impactos econômicos e culturais para a região
O reconhecimento pelo Guinness Book pode aumentar significativamente a visibilidade internacional do Vale do Ribeira, gerando benefícios econômicos e culturais.
A visibilidade poderia estimular investimentos em ecoturismo sustentável, tão essencial para a valorização do patrimônio natural brasileiro. Assim, a região poderia se consolidar como um destino principal de ecoturismo no país.




