A classificação dos brasileiros como classe média varia conforme o critério usado, a renda considerada e a composição da família.
Pela metodologia da Fundação Getúlio Vargas Social (FGV Social), a chamada classe C, frequentemente tratada como nova classe média, começa em renda familiar mensal de R$2.005 e vai até R$8.640, em valores divulgados pela instituição.
Faixa é ampla
A mesma tabela da FGV Social separa a população em cinco grupos econômicos. A classe E vai até R$1.254. A classe D fica entre R$1.255 e R$2.004.
A classe C aparece de R$2.005 a R$8.640. Já a classe B vai de R$8.641 a R$11.261, enquanto a classe A começa em R$11.262.
Essa amplitude explica por que pessoas com realidades bem diferentes podem aparecer dentro do mesmo grupo. Uma família na base da classe C enfrenta um padrão de consumo diferente de outra perto do limite superior.
Estudo atualizado
Em janeiro de 2026, a FGV Social divulgou análise sobre a evolução das classes econômicas brasileiras entre 1976 e 2024.
O estudo propõe duas formas de observar a classe média pela renda: a classe C, chamada de nova classe média, e uma classe média tradicional, mais próxima do padrão de renda associado ao grupo AB.
Além disso, o levantamento mostra que a classe social não depende apenas do salário individual. O tamanho da família, a renda total do domicílio e o custo de vida local também mudam a leitura.
Renda não conta tudo
Embora a renda seja o indicador mais usado, ela não resume a condição de vida. Moradia, acesso a transporte, educação, saúde, dívidas, patrimônio e estabilidade do trabalho também influenciam a percepção de classe.
Por isso, a faixa salarial serve como referência, não como retrato completo da realidade brasileira. Ainda assim, ela ajuda a comparar grupos e acompanhar mudanças na distribuição de renda ao longo do tempo.




