A SpaceX deixou de ser a sexta empresa mais valiosa do mundo após a queda de 16% nas ações nesta segunda-feira (22), na Nasdaq.
Com a desvalorização, a empresa foi ultrapassada pela TSMC, fabricante taiwanesa de chips semicondutores, e passou a ocupar a sétima posição no ranking global por capitalização de mercado, segundo o site Companies Market Cap.
O valor de mercado da companhia de Elon Musk recuou para pouco mais de US$ 2 trilhões.
A perda de posição é resultado de três dias consecutivos de queda. Antes disso, a SpaceX havia chegado a ultrapassar tanto a Amazon quanto a Microsoft nos dois primeiros pregões após o IPO, realizado em 12 de junho.
No pico, os papéis chegaram a US$ 226 por ação, já no fechamento desta segunda, estavam cotados a US$ 154,60, queda de 30% em relação à máxima.
Ainda assim, as ações seguem cerca de 15% acima do preço de abertura de capital, fixado em US$ 135.
O que provocou as quedas
Dois anúncios recentes contribuíram para o recuo dos papéis, na semana passada, a SpaceX confirmou a compra da Anysphere, empresa desenvolvedora do Cursor, ferramenta de programação com inteligência artificial.
Nesta segunda, a companhia divulgou o início de uma oferta privada de títulos de dívida sem garantia, destinada a investidores institucionais, numa captação estimada em pelo menos US$ 20 bilhões.
A combinação de caixa elevado, com nova captação de dívida gerou dúvidas no mercado sobre o ritmo de gastos planejado pela empresa.
Por outro lado, analistas apontam que a escolha por dívida, em vez de novas ações, preserva a participação dos acionistas atuais e evita a diluição do capital.
O perfil dos investidores
Dados da Vanda Research mostram que investidores de varejo compraram, em termos líquidos, US$ 405 milhões em ações da SpaceX nos primeiros cinco pregões após o IPO, um recorde histórico nessa categoria.
O entusiasmo inicial reflete menos os fundamentos atuais da empresa e mais a aposta no potencial de longo prazo dos negócios de Starlink, foguetes e inteligência artificial.
A SpaceX registrou prejuízo líquido de US$ 4,9 bilhões em 2025 e de US$ 4,28 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
A precificação dos títulos de dívida, ainda em andamento, deve ser o próximo dado monitorado pelos investidores para avaliar a trajetória das ações nos próximos pregões.




