A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste tarifário anual da RGE Sul, distribuidora do grupo CPFL Energia que atende grande parte do território gaúcho. As novas tarifas entram em vigor nesta sexta-feira (19). Assim, a conta pode subir em média 16,06% para 3,19 milhões de imóveis no Rio Grande do Sul.
Para os clientes residenciais, o subgrupo mais numeroso, o aumento médio será de 14,97%.
Já para consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, o reajuste chega a 19,02%, os consumidores de baixa tensão em geral têm aumento médio de 14,93%.
Parte da alta tem origem nas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024. Na época, a Aneel optou por manter as tarifas sem reajuste para não pesar ainda mais o bolso dos gaúchos durante a calamidade.
Em compensação, reconheceu um crédito de R$ 1,233 bilhão a favor da distribuidora, valor que vem sendo recuperado aos poucos nos reajustes seguintes.
Por que o aumento foi tão alto
Em 2025, a Aneel já havia recomposto cerca de R$ 370 milhões desse crédito. Neste ano, a recomposição do diferimento das enchentes de 2024 soma R$ 424,2 milhões, o equivalente a aproximadamente um quarto do valor total ainda pendente.
A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), encargo cobrado de todos os consumidores do país para custear políticas do setor elétrico, respondeu por 2,82 pontos percentuais do reajuste. Os custos de transmissão de energia somaram outros 1,97 ponto percentual.
Alguns fatores ajudaram a reduzir o impacto final, como a devolução de créditos de PIS/Cofins tirou 2,41 pontos percentuais do índice, e o ajuste da Conta Escassez Hídrica reduziu mais 1,07 ponto percentual.
O que isso significa no bolso do consumidor
A RGE Sul, sediada em São Leopoldo, registra faturamento anual de R$ 11,68 bilhões e atende a maior parte do território gaúcho.
Com o novo reajuste, quem paga hoje R$ 200 de conta de luz passa a pagar cerca de R$ 30 a mais por mês, considerando a média residencial de 14,97%.
A Aneel ainda vai avaliar, nos próximos ciclos tarifários, o restante do crédito relacionado às enchentes de 2024 que ainda não foi totalmente recomposto.




