O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, admitiu que a empresa cometeu erros durante a ampla reorganização interna criada para acelerar seus projetos de inteligência artificial.
A declaração apareceu em um comunicado enviado aos funcionários em meio à maior transformação da companhia desde a criação do Facebook.
Segundo Zuckerberg, a velocidade das mudanças trouxe dificuldades para equipes e gestores:
“Dada a complexidade dessas mudanças, cometemos erros e provavelmente cometeremos outros”, afirmou o executivo no documento.
Apesar disso, ele disse que pretende oferecer mais estabilidade aos funcionários daqui para frente.
Desde o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, empresas como Meta, Google, Microsoft e Amazon passaram a investir bilhões de dólares em inteligência artificial, infraestrutura e desenvolvimento de modelos próprios.
Meta mudou equipes e ampliou investimentos
Informações divulgadas por fontes ligadas à companhia apontam que a empresa cortou cerca de 8 mil postos de trabalho em maio, o equivalente a aproximadamente 10% de sua força de trabalho global.
Ao mesmo tempo, transferiu cerca de 7 mil profissionais para áreas ligadas à inteligência artificial.
A reestruturação também veio acompanhada de um aumento expressivo nos investimentos. A Meta informou a investidores que pretende gastar entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões em 2026.
Pela cotação atual, isso representa algo entre R$ 690 bilhões e R$ 800 bilhões.
Segundo informações, o dinheiro será usado principalmente para construir novos data centers, comprar chips especializados e ampliar a infraestrutura necessária.
Inteligência artificial virou prioridade
Recursos de IA foram incorporados ao WhatsApp, Instagram, Facebook e Messenger.
A Meta também ampliou o desenvolvimento da família de modelos Llama, considerada uma das principais apostas da Meta para competir com ferramentas como ChatGPT e Gemini.
Hoje, as plataformas da Meta somam mais de 3 bilhões de usuários ativos por dia em todo o mundo; para Zuckerberg, a inteligência artificial será uma das principais fontes de crescimento da companhia nos próximos anos, com investimento em publicidade, produção de conteúdo, assistentes virtuais e mais.
Corrida bilionária na tecnologia
As grandes empresas do setor enxergam a tecnologia como uma mudança comparável à chegada dos smartphones ou da própria internet comercial.
Zuckerberg afirmou que não prevê novas demissões em massa em 2026, a prioridade agora será corrigir problemas identificados ao longo da mudança e acelerar o desenvolvimento dos projetos de inteligência artificial.




